Senhor jornalista:
Até posso compreender quão dolorosa pode ser para o senhor e outros milhares de leitores a perda da edição impressa da Gazeta do Povo. Eu e minha família, quando moramos no Paraná, fomos leitores assíduos do jornal. Mas há que se reconhecer que os dias de hoje são outros, que as edições impressas dos jornais que não as podem manter (caso da Gazeta) têm mesmo que dar lugar às digitais. Assim acontece nos Estados Unidos, por exemplo: jornais MADUROS COMO New York Times e The Washington Post vão mantendo os dois tipos de jornal (ou plataformas, como queiram). No entanto, não entendo o quanto de carga emotiva o senhor e seus leitores (boa parte deles) colocam na Gazeta do Povo impressa, agora extinta. Mesmo porque o jornal impresso há muito tempo (uns dois anos) tinha morrido, qualidade abaixo da crítica e vinha sendo um repositório de material meio comercial, meio oba oba, um tanto laudatória em certas colunas (exceção às de Galindo e Celso Nascimento).
Assim, acho que seu espaço está ainda valendo o que no Brasil chamaríamos de “mau defunto”.
JOHN MARIANUS BECKER, Boston, USA
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MAU “DEFUNTO” (2)
Aroldo,
O uso verbo findar, como você bem observou, era marca registrada da Gazeta do Povo. Parabéns pela lembrança. A Gazeta tinha coisas impagáveis, como, por exemplo, a parte final de uma chamada de primeira página: “maiores pormenores na página tal”.
WALTER W. SCHMIDT, jornalista, pesquisador, escritor, Curitiba
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MAU “DEFUNTO” (3)
Senhor jornalista: que me diz da primeira edição, lançada no final de semana, da Gazeta do Povo em formato de revista? Para ser complacente com os editores da nova publicação (que, no entanto, se apresenta como tendo existência de 99 anos, numa alusão à tradicional GP extinta), exagero em dizer que se trata de revista. Na verdade, o que me chegou às mãos não é nem carne nem peixe. “Too bad”, como diria o Ibrahim Sued.
GLADESTONE PEREIRA SILVA JUNIOR,
Ponta Grossa, aposentado, empresário
