
Nada mais adequado ao momento do que o exercício crítico contido nesse comentário da insuperável intelectual Cassiana Lícia de Lacerda sobre o Coreto Digital – com custo milionário – invenção de Greca para tempos de pandemia:
“Aroldo,
Um milhão gasto num monstrengo que ser extensão do Cine Passeio. Recuperasse o coreto da reforma de 1915 e promovesse música ao vivo: bandas, conjuntos, corais etc. Se é para projetar, mais barato um telão.
E, acrescente-se, só terá bom efeito com menos luz. Uma banda tocando em dia de sol dá mais alegria. Com este Coreto, Curitiba ganha um Monstro Kitsch caríssimo. Se era para gastar tanto: recuperasse o coreto como coreto e comprasse um Carossel, que tanto agradou os curitibanos. O Monstro Kitsch vai afastar até os pássaros do Passeio Público.”
Cassiana Lacerda – Curitiba

