Aroldo.

Não sei se ultrapasso as fronteiras do que permite tua preciosa coluna. Permito-me, contudo, para manifestar meu repúdio cívico ante a chocante e imperdoável prédica da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), veiculada nas redes sociais, em sua clara declaração de incitação ao ódio e à violência entre as classes sociais.
“Sem derramamento de sangue não haverá redenção”, foi a impiedosa e impetuosa frase dita por ela, em evento do PT, tendo ao seu lado, o senador Roberto Requião de Mello e Silva, mudo, como se avaliador fosse da impenitente declaração.
O SILÊNCIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Incitação ao ódio, à luta de classes são crimes capitulados não só em nossa Carta Magna. Há o Código Penal. Há a Lei 1802/53, se não me falham os poucos conhecimentos da nossa jurisprudência. E onde está o Ministério Público? A OAB? Ubi sunt? Vanguardeiros da lei e da ordem? Terá razão Percival Puggina, quando em seu blog afirma que “a incitação à violência deixou de ser crime e foi liberada para os petistas”? Será mesmo?
Essa senhora, deputada, por ser negra não lhe dá, absolutamente, o direito à imunidade, fazendo as mesmas manifestações de ódio e luta de classes partidas de Hitler, Stálin, Lenine, Mao-Tse-Tung, os maiores carniceiros da humanidade, e outros mais, e que deixaram um rastro de mais de 150 milhões de mortes, destruição e miséria por vários continentes.
SALVEMOS A REPÚBLICA
Proclamo-a como uma senhora de maninez espiritual, que envergonha sua raça, ao instigar a contenda e ao ódio. Seguramente, ela não avalia o que é uma guerra civil. Deveria se inteirar assistindo, por exemplo, “Leningrado”. Ou Juventudes Perdidas. Ou lendo “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, para não citar outras fontes.

A República – parafraseando Cícero sobre os destinos de Roma e Catilina – corre perigo. Roma livrou-se de Catilina. Pois, salvemos a República brasileira, livrando-nos de políticos como Benedita da Silva.
ZAIR LOURIVAL SCHUSTER, jornalista, advogado, especialista em história do Saneamento no Paraná.
