A história é real, contada por um leitor da coluna, ex-secretário de Estado, que narra o calvário pelo qual passou ao tentar ser ressarcido, pela Prefeitura de Curitiba, de cobranças indevidas de IPTU. Por motivos óbvios (teme represálias) pede que se omita o seu nome:
“Prezado jornalista:
Por mais de 10 anos a empresa de um familiar meu pagou IPTU sobre metragem quadrada de um imóvel que, por erro de digitação da Prefeitura, cobrava sobre 248m² enquanto o mesmo tinha 148 m².
Após ter sido detectado o erro, o gestor da empresa pediu ressarcimento dos valores cobrados a mais reconhecendo o direito de que apenas poderia ser ressarcido dos valores dos últimos 5 anos.
A prefeitura negou a devolução alegando que o contribuinte sabia o que estava pagando e, somente com ação movida por advogado contratado para tal, pode receber após um ano o despacho que seu pleito seria atendido; e intimaram o responsável a apresentar os detalhes de sua conta corrente para o deposito.
Ao chegar no Protocolo do IPTU para atender a intimação e após apresentar os detalhes foi informado que ‘por problemas de fluxo de caixa’ o ressarcimento poderia levar até um ano.
Ou seja: se você não paga um imposto em dia terá multa mas para devolver o que por direito é seu, até um ano. Esse é o PT em ação”.
E.L.P. – Curitiba
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“OUTRORA DO PRIMEIRO MUNDO”
(esta carta é republicada por ter sido publicada com falhas técnicas na edição de ontem)

Prezado Murá,
Assim está Curitiba, a cidade outrora (!?) de 1º mundo… A 1ª foto, Rua das Flores, sábado às 11h30, dia 07/11. A 2ª, Com. Araújo, mesmo sábado. Há inúmeros pontos iguais a estes na cidade. Ampliando a 1ª imagem, percebe-se: não há nenhum idoso, ou criança ou jovem; todos são adultos, imagino entre 30 e 50 anos.
Uns têm até boa aparência, celular na mão e tênis de marcas famosas… perguntei para um dos dois que estão em pé, se eram de Curitiba… “não, mandaram a gente para cá, a cidade é boa! …” (Boa pra quem ou pra quê?)… Quem são, quem os mandou, qual o objetivo, o que fazem? O calçadão da XV está intransitável: grupos musicais (índios, evangélicos e coveres diversos), pregadores “religiosos” com som próprio, ambulantes e artesãos com produtos espalhados no chão em 6 quarteirões, da Boca à UFPR, “chefs” e biroscas de várias origens gastronômicas…, agenciadores de muitas origens, som alto de todas as origens, prostituição e drogas à luz do dia… perguntei pra um onde tinha um “fininho”… aqui mesmo dotô!…

E a Prefeitura? E o Resgate Social, a Vigilância Sanitária? E a Guarda Municipal?
Não existe ali nenhuma segurança para um passeio, compras em lojas ou acesso a caixas eletrônicos, enfim, para mães e filhos, famílias… Imagino a impressão do turista e a intranquilidade do comércio regular, do qual se exige tudo. E a Prefeitura devagar, a 40 por hora e de bike… alô Gustavo! Use seu tênis e corra, a cidade precisa urgente!
CARLOS SOTTI, advogado, Curitiba
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MEIO AMBIENTE E TEOLOGIA
Estimado Sr. Aroldo Murá,
Com prazer li a manchete sobre o trabalho de pesquisa teológica da Dr.ª Geni Maria Hoss, no início de novembro de 2015. É uma área fascinante e sempre mais urgente na atualidade. Pelo que eu sei a Dr.ª Geni fez parte do doutorado na Alemanha e se uniu a um grupo multidisciplinar internacional que faz uma abordagem ampla da bioética, sendo que ela representa a Teologia neste grupo. Já vi vários artigos que ela publicou no exterior sobre este tema. Penso que é extremamente importante fazermos este diálogo interdisciplinar amplo visando todos os bem comum. Há muito tempo, ela me disse que o tema da tese de doutorado foi motivado por uma frase de Al Gore que teria dito mais ou menos assim: “As religiões têm muito a oferecer para o bem do planeta”. E isto é bem verdade.
MONI ELIZA, Curitiba
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
