
Senhor jornalista,
Confesso minha perplexidade com o comentário da Zélia Sell, menos de uma semana depois de ter conversado com ela, enquanto a auxiliava a encontrar registros de seus antepassados no Cemitério Municipal.
Diálogo esse propiciado por conhecê-la há alguns anos, justamente pelas atividades de visita guiada que eu desenvolvia de forma voluntária junto ao Cemitério Municipal e que, a partir da gestão do Greca, pude implantar de forma efetiva em nosso mais antigo cemitério.
NÃO É VERDADE
Ao contrário do que foi colocado no texto, a prefeitura de Curitiba, o prefeito e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente estão sim, muito envolvidos com a preservação do equipamento público mais antigo da cidade. E reitero isso com as mesmas palavras que disse à Zélia, porque a informei sobre algumas das atividades que estamos desenvolvendo.
Que o cemitério encontra-se em processo de tombamento para proteção dos bens patrimoniais ali contidos (incluindo a proteção do túmulo de Domingos Nascimento, antepassado da Zélia);
ESTATÍSTICAS FALAM
Que as visitas guiadas (que ela mesma já participou) estão levando cada vez mais pessoas a conhecerem e reconhecerem os túmulos de nossas personalidades e que já ultrapassaram mais de 7 mil pessoas nesses últimos três anos;
E que a prefeitura acaba de implantar o Projeto Rosto da Cidade ao cemitério, providenciando a revitalização de túmulos valorados enquanto patrimônio, higienizando estelas e oratórios de mármore e pintando os que sofreram pichação. Quanto à cremação, cemitério público ou particular, isso cabe a cada família, até porque, para aqueles que são carentes, a prefeitura subsidia velório e sepultamento.
SEGURANÇA PROVIDENCIADA
Estamos contando com Guardas Municipais, ampliando muros e colocando equipamentos para evitar a entrada de vândalos e ladrões. Se isso não é procurar preservar o patrimônio de nossa cidade, então não sei de mais nada.
CLARISSA GRASSI, pesquisadora que realiza visitas guiadas ao Cemitério Municipal de Curitiba
