Caro Aroldo,
Inacreditável. Por vezes agradeço por minha mãe não estar mais entre nós, assim ela não vê a incrível degradação daquele em que ela, e tant@s de nós, um dia depositou esperanças. É cada vez mais um urbanismo digno do Mussolini e valores da Damares, e cada vez menos Lerner e Fanchette, né?
Que pecado, porque a inteligência enorme, o dom de fazer as coisas e a capacidade de botar a máquina da cidade pra funcionar ainda estão presentes. Era pra ser o maior prefeito do planeta, se preparasse Curitiba para um, palavra que ele usa, “cataclisma”, rs. Prefere asfalto e lamber botas da extrema direita, é estarrecedor.
Enfim, o absurdo, comissionados que pensam e escrevem isso. “Descendo pela colina” não passa nem perto. Que tristeza. Enfim, “mulheres, não se mirem no exemplo dessa Athena”, o engraçado é que eu vi essa senhora fazendo comentários absolutamente estúpidos quando do falecimento do maravilhoso Dr. Ceneviva. Pelo jeito o prefeito, que vê tudo, “curte”.
Pra lá de lamentável. Abraços.
LUCA RISCHBIETER, educador, Curitiba
RESPOSTA:
Luca, você e a Mônica (sua irmã) são frutos de duas excepcionais árvores, os queridos Fanchette (Maria Francisca) e Karlos Rischbieter, nomes singulares da história do Paraná. E de Curitiba, de modo especial. Sem contar a contribuição de seu pai ao Brasil.
Sua carta, Luca, confirma a lucidez do educador positivamente diferenciado que você é. Seus comentários sobre o alcaide de Curitiba – com apropriada referência também a uma mulher, discípula dele, comissionada da Prefeitura, expert em bobagens – me estimulam muito.
É por gente como você que estou fazendo o possível para que Curitiba não repita a loucura que foi a eleição de Rafael Valdomiro, “lambe-botas” – como você o chama -, um deslumbrado que lançou ao lixo todos os ensinamentos de Lerner, Fanchette e Karlos.
Agora, diante de seu comentário pedagógico, amplio minha admiração pelos Rischbieter. Paz e Bem!
(AMGH)
DOS LEITORES (1): “CADA VEZ MAIS, URBANISMO DE MUSSOLINI”
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