terça-feira, 5 maio, 2026
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Domingos Moro, “ilusionista” do futebol  

Domingos Moro, "ilusionista" do futebol  
Domingos Moro, “ilusionista” do futebol

Confesso que fiquei curioso em conhecer ângulos da vida de Domingos Moro, com quem falei uma vez apenas, durante um velório. Ele foi o morto muito ilustre do começo da semana, ocupando os melhores espaços nas páginas esportivas do jornais restantes e horários futebolísticos de rádios e tvs.

Fiquei especialmente mais impressionado com o perfil do morto – eu que não me ligo em futebol -, apresentado na segunda, 13, por Carneiro Neto, na CBN.

Sou ouvinte episódico de Carneiro, uma das mais preciosas presenças no jornalismo esportivo do Estado, meu amigo de muitos anos, e com quem dividi espaços em redações de jornais.

A fala do homem de espírito Carneiro, acadêmico da APL, revelou:

  1. a) que Moro era mago da advocacia esportiva, um especialista que nos últimos anos defendia os interesses do Atlético na justiça desportiva;
  2. b) que fora dono de fidelidade jamais negada ao seu Coritiba, pelo qual foi até campeão estadual como diretor de futebol;
  3. c) que se afastara do Coxa vitimado por armadilha, coisa de gente sem barreira ética que não titubeou em entrar nos domínios da vida pessoal de Moro para podá-lo num pleito esportivo no Coxa.

ALMA HUMANA

A crônica de Carneiro, também registrada em jornal, foi homenagem ao tipo humano que se dividia entre o conhecedor profundo das leis e, mais ainda, das nuanças da alma humana. Era homem de cultura clássica e observador requintado das grandezas e mesquinharias do homem e da mulher.

Armado de tais qualidades – lembrou Carneiro Neto – ele foi-se afirmando como advogado referência nacional. “Era um ilusionista”, proclama Carneiro, para acentuar sua admiração ao advogado que podia até montar espetáculos para defender suas teses. Mas dificilmente era derrotado em suas argumentações.

Um dos momentos definidores da carreira de Domingos Moro, lembrou o jornalista, foi quando ele estourou uma bombinha no plenário do STJD, para, diante do espanto de todos os juízes e dos presentes, simplesmente argumentar:

– Jogaram uma bomba no campo do atlético? Tudo é possível. Como foi possível eu entrar aqui com um explosivo, sem ser revistado, e assustar os excelentíssimos juízes.

Ganhou mais uma parada.

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