
Há semanas noticiei que o empresário Érico Morbis e o jornalista Marcos Batista, diretores da Rádio Barigui – em franco crescimento – estariam arrendando a revista Relatório Reservado, propriedade de Pedro Ribeiro.
Na sexta, 18, recebi o primeiro exemplar, edição de agosto, da denominada “segunda época” dessa publicação que se coloca, ao lado da revista Ideias, de Fábio Campana, como as duas de maior importância no mundo editorial de Curitiba.
EXPEDIENTE
A responsabilidade pela publicação é da Doliva Publicidade Ltda., que substitui, assim, de forma incomum no expediente, a figura do diretor-responsável e/ou diretor de Redação, profissionais que identificam publicações do gênero. Esse é detalhe que, acredito, a revista terá de resolver.
O importante é assinalar que ela surge com o compromisso “de oferecer conteúdo de qualidade”, conforme o editorial definidor da nova linha de ação da revista.
Marcos Batista Filho assina uma matéria oportuna, para entender como as consultorias atravessam a “sarça ardente” da crise.
O ministro Ricardo Barros, em ampla entrevista, garante que não há mais corte de verbas para a Saúde. No momento, diz, trata de cuidar do remanejamento orçamentário.
MATÉRIA DE CAPA
A boa surpresa é a matéria de capa – “Curitiba: uma república com a alma do Brasil” -, com 13 páginas. Escrita pelo jornalista Pedro Paulo Perroni, é exemplar exercício de jornalismo. Chega às minúcias no exemplificar digitais desta “República de Curitiba”, nominando situações, personagens, ações judiciais que na “república” foram sendo gerados a partir de Sergio Moro, o juiz federal e os procuradores do MPF.
Não conhecia o trabalho de Perroni. Mas a maneira com que fomos apresentados – pela leitura que faço desse raro trabalho jornalístico – não me deixa dúvida: o jornalista restaura minha confiança na mídia impressa e fortalece ainda mais minhas certezas de que o bom jornalismo, investigativo, interpretativo, com profundidade, é o melhor remédio contra o achismo e a superficialidade das chamadas redes sociais. E nisso estou cento por cento com Humberto Ecco, assim como está a publicação agora revivida.
