
Valores aplicados, atualizados, somam R$ 500 milhões.
Obra se arrasta há 14 anos.
Por J.Lira de Moraes e dona Matilde da Luz
Em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) na manhã desta terça-feira, 27 de abril, o deputado Galo desejou vida longa ao prefeito de Curitiba Rafael Greca. Vida longa para que ele dê todas as explicações sobre o uso dos recursos nas obras da Linha Verde, que em valores atualizados já beiram R$ 500 milhões. “Você que asfalta Curitiba de cima abaixo, por que não abre a caixa preta da Linha Verde?”, questionou Galo, dirigindo-se ao prefeito. O foco da discussão, proposta pelos deputados estaduais Galo e Goura, foram os atrasos na obra e os impactos gerados por essa lentidão na vida da população.
Com 22 quilômetros de extensão, a obra da Linha Verde vai do Trevo Atuba, no limite entre Curitiba e Colombo, até a cidade de Fazenda Rio Grande, em um eixo metropolitano que afeta mais de 20 bairros e já dura 14 anos. Goura, que presidiu os trabalhos da audiência, disse que a conclusão das obras da Linha Verde é urgente. “Ninguém é contra a obra, mas queremos sua conclusão com qualidade e transparência, inclusive em relação aos potenciais construtivos”, afirmou.
O parlamentar lembrou ainda que milhares de pessoas vivem às margens da Linha Verde e que o impacto ambiental das obras é imenso. “Por isso é importante ouvir as diferentes perspectivas sobre o tema e é isso que fazemos com essa audiência aberta”, destacou.

FALTOU PLANEJAR
O deputado Galo ressaltou a falta de planejamento da obra, apontando especialmente a dificuldade de tráfego instalada no Trevo do Atuba. “A Linha Verde é a obra menos planejada que já vi. É uma colcha de retalhos, toda remendada. Quero focar sobretudo no caos do Trevo do Atuba. Não houve nenhum planejamento para o trânsito daquela localidade. É simplesmente um absurdo o que ocorre ali”.
Também fizeram considerações o vereador Mauro Bobato, presidente da Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e TI da Câmara Municipal de Curitiba; Elizandro Brollo, coordenador de fiscalização do Tribunal de Contas do Paraná; Ricardo Rocha de Oliveira, do CREA-PR e outros participantes.

