quinta-feira, 16 abril, 2026
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Demeterco corrige Elio Gaspari sobre “Pacto de Munique”

Antenor Demeterco Jr.  e Elio Gaspari
Antenor Demeterco Jr. e Elio Gaspari

Desembargador aposentado TJ/PR, ex-professor da Direito da PUC-PR, Antenor Demeterco sempre foi reconhecido como um profundo conhecedor de História, particularmente História do Século 20. E nesse capítulo, o século 20, Demeterco concentrou fortemente no período pré e o imediatamente pós II Grande Guerra.

Assim, não me surpreende mais uma manifestação do pesquisador, retificando – em carta enviada ao jornalista da Folha de São Paulo, Elio Gaspari – um lapso cometido pelo periodista. Trata-se do “verdadeiro Pacto de Munique” que, disse Demeterco, deu-se em 1938 e não em 1939.

Leia a carta do desembargador emérito:

A VERDADE

“Meu caro Elio Gaspari:

A título de mera colaboração comunico-lhe que foi cometido um lapso em seu artigo publicado recentemente, nesse mês de fevereiro corrente.

O verdadeiro “pacto de Munique” realizado em 29 de setembro de 1938, envolveu a Alemanha e a Itália ditatoriais e as duas democracias, França e Reino Unido.

E dele resultou o fim da Tchecoslováquia como Estado, e uma das piores lições da História: a covardia de democracias diante da força.

O pacto referido em seu escrito foi o festim totalitário celebrado em 23 de agosto de 1939 entre Hitler e Stalin, assinado pelos ministros do exterior Molotov e Ribbentrop.

Baseado nele a Polônia foi dividida em duas partes, abocanhadas pelos signatários.

E com a certeza que não combateria em duas frentes, Hitler deu início à Segunda Guerra Mundial com as bênçãos de Stalin.

O chamado pacto nazi-soviético para a Rússia vige em parte até hoje.

Este país não abriu mão de seu quinhão no estupro da Polônia, pois acabou entre os vitoriosos da guerra.

O criminoso ficou com o produto de crime.

Convém lembrar que Hitler, ditador sem limites, violou ambos os tratados que assinou, com as democracias e o com os comunistas.

Cordialmente.

Curitiba 20 de fevereiro de 2016.

Antenor Demeterco Júnior”

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