
Na página inteira de entrevista que o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, deu à Folha de São Paulo, no domingo, há uma afirmação dele que reclama apuração de autoridades penitenciárias do Paraná: Costa alega que, depois de ter sido muito bem tratado na cadeia da PF em Curitiba, comeu o pão que o diabo amassou no centro de detenção estadual localizada em Pinhais, para onde foi transferido.
Alega que sofreu muito nas mãos de carcereiros do Estado e foi vítima de tentativa de extorsão, por parte de funcionários. Depois, lembrou, a coisa chegou a tal ponto que os responsáveis pelo centro de detenção alegaram não poder oferecer garantias de sua segurança.
A situação só aliviou mesmo quando foi, com tornozeleira, para a prisão domiciliar.
Elogios mesmo – além dos dados à PF – foi aos companheiros de cela na Polícia Federal, em Curitiba: era todos traficantes. Tinha com eles uma convivência amena, disse. E longas conversas, enquanto comiam as quentinhas da PF.
