
Não deve ser dos menores o desafio que o professor René Dotti enfrenta: contratado pela Petrobrás, seu escritório tem a incumbência de defender, em todas as instâncias judiciais, a empresa que, no caso, se apresenta como vítima de antigos funcionários envolvidos até o pescoço na Lava Jato.
É o caso de Barusco, de Duque, da Costa e Cerveró. E a estatal é também vítima privilegiada de empresários e empresas que vêm sendo apontados na Justiça Federal – juiz Sérgio Moro – como os sustentáculos dessas fraudes.
Só duas delas, Andrade Gutierrez e Odebrecht, teriam sido responsáveis por pagamentos de propinas que chegariam a R$ 720 milhões.
