quarta-feira, 30 setembro, 2026
HomeDestaqueDebate reúne pela primeira vez Moro, Sandro e Requião Filho

Debate reúne pela primeira vez Moro, Sandro e Requião Filho

Por André Nunes – Pela primeira vez nesta campanha, a cinco dias do primeiro turno das eleições, os três principais candidatos ao governo do Paraná participaram juntos de um debate na noite desta terça-feira (29). Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) compareceram ao último confronto antes do dia 4 de outubro, na RPC TV, afiliada da TV Globo.

A imprensa credenciada acompanhou desde às 19h a chegada das equipes, apoiadores e dos próprios candidatos à emissora, nas Mercês. Desde a tarde, a movimentação da equipe de Sandro Alex já marcava presença, com carros de som, muitas bandeiras e jingles à todo volume. Por volta das 19h30, o time com bandeiras de Sergio Moro também deu as caras, cada um de um lado da calçada de acesso à RPC, na Rua Ten. João Gomes da Silva, entre a quadra das ruas Mamoré e Solimões.

Equipes com bandeiras de Sandro Alex e Sergio Moro. Foto: André Nunes

O primeiro candidato a chegar foi Requião Filho, acompanhado dos pais, o ex-governador Roberto Requião e a jornalista Maristela, além de assessores. Prontamente, fez a primeira coletiva, dizendo estar surpreso com a presença de seus oponentes pela primeira vez em um debate, e que esperava um confronto propositivo sobre o Paraná.

Por sua vez, Sergio Moro chegou com a esposa Rosangela e assessores, enquanto Requião Filho ainda dava entrevistas. Passou próximo e foi até sua “baia” na redação da emissora, onde também concedeu coletiva na sequência. Ao ser questionado sobre sua expectativa para o debate, seu primeiro neste 1º turno, Moro admitiu que os embates anteriores foram “prematuros” e que ele ainda não tinha um plano de governo para apresentar.

Coletivas com os três candidatos antes do debate

Sandro Alex foi o último candidato a chegar, ao lado da esposa Patrícia e do governador Ratinho Junior. A coletiva foi feita com ambos, com perguntas sobre a elevação no tom da campanha em relação a Moro, que vem compartilhando posts e conteúdos antigos, da época em que o governador o apoiava. O governador enfatizou que apoiava o juiz, mas que mudou de ideia quando viu suas atitudes como político que “não acaba o que começa” como juiz, ministro e senador.

Governador Ratinho Junior também fala com a imprensa

Acompanhe trechos das coletivas em nossas redes sociais.

Nos momentos seguintes às coletivas, os candidatos ficaram em suas “baias”, uma ao lado da outra, enquanto os presentes circulavam, gravavam conteúdos e lanchavam um lauto coffee servido pela emissora. Um dos momentos curiosos de bastidores foi quando Sandro Alex e Sergio Moro foram, quase que ao mesmo tempo, ao banheiro. Do lado de fora, alguns assessores e jornalistas repararam, especulando o que aconteceria lá dentro. O momento, porém, durou poucos minutos.

Quando teve início a exibição do capítulo da novela Quem ama cuida, os candidatos e dois assessores cada se dirigiram ao estúdio. Pouco depois, fotógrafos e jornalistas foram convidados a acompanhar a preparação do debate, que teria início às 22h15, mediado pela jornalista Helen Anacleto, apresentadora do Boa Noite Paraná.

Na hora da foto posada, antes do debate começar, um assessor soltou a frase que se tornou pérola da campanha: “unidos e em paz“, seguida de risos nervosos de alguns dos presentes. O clima, porém, era o oposto disso: tensão e contagem de tempo até o embate começar, com os candidatos andando, conhecendo o cenário e sentando em suas cadeiras.

O debate foi marcado por confrontos diretos e temas livres, dividido em quatro blocos. Todos tiveram que perguntar e responder entre si, num formato que favoreceu as falas de cada um: quando um parava de falar, começava a correr o tempo do outro, e vice versa.

Uma das recorrentes acusações apontadas por Moro, segundo destaque do Plural, foi a de que o governo Ratinho Junior teria dado prioridade a uma estrada municipal que favoreceria o ministro Dias Toffoli por providenciar acesso ao Tayayá – resort que ele teria vendido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Sandro Alex, secretário de Infraestrutura, negou e afirmou que “burocratas como Moro” tentaram impedir obras como a da Ponte de Guaratuba.

Requião e Sandro Alex também discutiram empresas públicas: conforme relato do Plural, Requião acusou o governo de ter prejudicado os paranaenses ao vender a Copel, o que resultou em um serviço pior e em tarifa mais cara. Sandro respondeu dizendo que o adversário pretende quebrar contratos e repetir o “inchaço” das estatais do governo de seu pai – dizendo que 26 familiares de Requião atuavam na Copel.

Curiosamente, mas não de se estranhar, o alvo acabou sendo Sandro Alex e o governo Ratinho Junior: tanto Sergio Moro quanto Requião Filho dirigiram a maior parte de seus pedardos para a atual administração. Rolou até um improvável “bate bola” entre eles, em determinados momentos, para que pudessem apresentar suas propostas e criticar o governo.

Afinal, Moro deseja liquidar a fatura no primeiro turno, atraindo eleitores do campo do PSD; já Requião busca avançar e conquistar uma vaga no segundo turno, ao lado de Moro. A depender das últimas pesquisas, o resultado poderá ser emocionante.

Leia Também

Leia Também