
No perfil de Jayme Guelmann que escrevi para o volume 7 de meu livro “Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses”, há traços do destino bem definidos nessa família em que o recém falecido curitibano nasceu.
Tudo começou porque seu avô, Salomão, um homem muito pobre, mas batalhador, resolveu mudar-se do RS para o Paraná. Era obreiro incansável, mas com negócio pouco rentável: fabricava cantoneiras de madeira, para o interior das casas ou para suporte de vasos de flores, que entregava em carrocinha puxada a cavalo.
DAS CANTONEIRAS (2)
Até que alguém lhe apontou, certo dia, que o Paraná “estava crescendo e havia tudo a fazer na fabricação de moveis. ”
Aceita a sugestão, Salomão Guelmann iniciou a Indústria de Móveis Guelmann, que se tornaria um império. E ele – Salomão – um benfeitor da comunidade israelita e um cidadão paradigmático de Curitiba.
Salomão transformou-se numa das grandes fortunas da Curitiba do começo do século 20.
