quinta-feira, 7 maio, 2026
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Curitiba fica com São Paulo e Belo Horizonte com a cesta de consumo mais alta

Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo: as maiores altas de preços.

Em novembro, valor gasto na cesta de consumo aumentou
em 6 das 8 cidades pesquisadas

 

O valor médio da cesta de consumo básica de alimentos de novembro aumentou em relação ao mês anterior em seis das oito capitais analisadas mensalmente pela plataforma Cesta de Consumo HORUS/FGV IBRE, recém-lançada. As maiores altas foram registradas em Curitiba (7,8%), Belo Horizonte (4,6%) e São Paulo (3,0%), em relação aos valores de outubro/21. Fortaleza apresentou retração de 1,4% no valor total da cesta básica e Brasília, uma leve queda de 0,6%. A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 824,82), seguida pelas de São Paulo (R$ 798,99) e Fortaleza (R$ 704,66). Por outro lado, as capitais Belo Horizonte (R$ 542,38), Brasília (R$ 593,32) e Manaus (R$ 626,49) registraram os menores valores.

O grupo de produtos que apresentou aumento de preço mais expressivo e em todas as capitais foi o de legumes, composto por batata, cenoura e cebola, cuja variação no mês foi pressionada pela tendência de alta no preço da batata e da cebola, influenciado, principalmente, por fatores climáticos que prejudicaram a colheita. Óleo de Soja e Café em Pó também apresentaram aumento de preços em todas as capitais, este último chegando a uma variação de 7,5% no Rio de Janeiro. Açúcar e Carne Bovina tiveram tendência de alta em 6 das oito capitais, seguindo o padrão de alta verificado nos últimos meses.

Os problemas climáticos também têm sido o principal motivo de aumento de açúcar e café, devido à quebra de safras e consequente redução da oferta no mercado. Além disso, o aumento dos preços internacionais e a valorização do dólar têm sido um incentivo para exportação, empurrando ainda mais para cima os preços no mercado interno.

A redução do preço de bovinos e da carne bovina no atacado, apontada nos índices recentemente divulgados pelo FGV IBRE, não se refletiu no varejo na mesma proporção. Verifica-se uma retomada da tendência de alta de preço para o consumidor neste momento, que pode ser atribuída à demanda aquecida para as festas de fim de ano.

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