
Explicações oficiais e das empresas de transporte urbano com certeza não faltam para Curitiba ter desde segunda-feira a passagem mais cara do Brasil, R$ 4,25.
O certo é que o aumento, no entanto, foi o maior desde a implantação do Plano Real em todo o país. Esse dado é importante a considerar.
Uma das explicações a serem observadas, é de que as tarifas estariam muito represadas.
DESGASTE
De qualquer forma, o desgaste do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo será grande, o mar não está para peixe, os centavos são preciosos num país em balanço e com 12 milhões de desempregados.
Outros desgastes enfileiram-se rapidamente na nova administração da cidade. Um deles, a já anunciada recusa do Governo Federal de direcionar para outras vias da Prefeitura os recursos existentes e reservados para o “eterno metrô” de Curitiba.
A CARTADA
A única cartada positiva nesse âmbito do transporte de massa poderá ser a escolha da alternativa Veículo Leve sobre Pneus (VLP) para o lugar do metrô descartado.
O VLP foi boa solução adotada em Paris, por exemplo.
SOLUÇÃO CIVI
Não esquecer que a alternativa Civi, já examinada e colocada para decisões na administração passada, pelo IPPUC, significaria uma modernização do BRT (o atual sistema). Dessa forma, vê-se que Gustavo Fruet, muito culpado por inações administrativas, não descuidou, com certeza, do transporte de massa.
Se uma das duas alternativas acontecer aqui, a cidade ganhará. E mais uma vez o gênio do urbanista Jaime Lerner prevalecerá, pois esses caminhos fazem parte de antiga e continuada pregação do urbanista Jaime Lerner para a cidade que o projetou mundialmente.
