
Quando se cita Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) a associação é imediata com o Hospital Evangélico de Curitiba e Faculdade Evangélica do Paraná – FEPAR (mantenedora de diversos cursos).
A SEB, há pelo menos 20 anos, desde o início do ‘reinado’ do grupo André Zacharow, vive em crises. E de crises.
Houve, é certo, um breve tempo, a partir de 2012, quando os evangélicos resolveram escolher o presbítero João Jaime Nunes Ferreira para presidir a instituição, quando as coisas pareceram melhorar. O tempo de bonança não durou, a bomba relógio, antiga, foi sendo detonada. E explodiu com a recente designação de um interventor da SEB, determinada pela Justiça do Trabalho.
No entanto, o efeito retardado de loucuras administrativas e legais plantadas por suas décadas anteriores – e que culminaram com as absurdas emendas destinadas por Zacharow à formação de “guias de turismo”, no valor de R$ 3 milhões, consideradas ilegais pela TCU, quanto à aplicação do dinheiro – continua a causar danos.
CRISE NO EVANGÉLICO (2)
João Jaime Ferreira, para todos os efeitos legais, continua presidente da SEB. Mas ele mesmo sabe que a imagem mais correta para definir sua posição dentro desse enorme complexo beneficente (e ao qual Curitiba muito deve, especialmente pelo atendimento que presta aos segurados do SUS) é de ser “uma espécie de rainha da Inglaterra”. Reina, mas não governa.
João Jaime decretou a si mesmo um voto de total silêncio, de silêncio obsequioso: nada fala sobre a SEB e áreas correlatas. Por ora.
Mas outros nomes, dentro do antigo centro hospitalar e de ensino universitário, acabam falando, mesmo que em “off”.
CRISE NO EVANGÉLICO (3)
Há duas semanas, para ampliar a confusão reinante na SEB, ampliada com a designação do interventor, outro juiz do Trabalho, de Curitiba, decretou que a SEB reabrisse os cursos da FEPAR.
E, em consequência, as matrículas estão abertas até nesta sexta-feira, 20.
Novo problema foi estabelecido, e a reabertura da FEPAR, na prática, nada resolverá: dos pertos de 1000 alunos dos diversos cursos (só Medicina não sofreu interrupção) que a Faculdade tinha, só 50 estão aguardando a reabertura. O restante foi para outros cursos superiores, via transferências.
No entanto, a surpresa maior pode ser mesmo a informação que corre à boca pequena – oficiosamente – nos corredores da Fepar e Hospital Evangélico: o interventor designado pela justiça, um médico, estaria recebendo R$ 100 mil/mensais por sua interventoria.
Ninguém confirma o número astronômico. Como também nenhuma fonte da SEB o desmente.
