sábado, 25 julho, 2026
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CRIMES, VINGANÇAS E FRAUDES NA VIDA DA GUARDA (PARTE 3)

GRECA TEM DIAS “TERRIBILIS”: VEREADORA FICA NA CADEIA E REQUIÃO ROMPE ALIANÇA

Ao mesmo tempo, vão sendo revelados outros apadrinhamentos que clamam aos céus, como o do irmão do vereador Serginho do Posto, que ganha R$ 20 mil na Fundação de Ação Social. Essa  seria  clara troca de interesses cruzados.  Também seria a mesma situação que agraciou o marido da Procuradora Geral do Município, Paulo Palácios?

Câmara Municipal de Curitiba

“O prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo está vivendo momentos terribilis”, disse à Coluna/Blog na manhã deste dia 30, um antigo procurador do Município de Curitiba (aposentado), ao analisar “redescobertas de muitas práticas ilícitas” que envolvem o atual alcaide.

E lembrou ainda, como sinais do desgaste enorme que atinge o prefeito, em dias que ele troca a saúde da população por asfalto: há irregularidades ‘redescobertas’, como as  praticadas por dois de seus protegidos na Guarda Municipal, dirigentes da GM  que fraudaram horas extras, os inspetores Odgar (subsecretário de Defesa Social) e Carlos Celso dos Santos Junior (superintende da GM).

CRIME DA ALIADA

O velho procurador aposentado, que deve ter sido voz isolada em 2004, ficando contra o  simulacro de  castigo atribuído pela PGM  aos que fraudaram horas extras (inventadas, mas pagas pela Prefeitura) ,
completa: “Não bastassem tantas encrencas que Greca acoberta na Guarda, há agora as dores provocadas pela vereadora Fabiane Rosa, presa por fazer ‘rachadinha de salários”.

Na verdade, a vereadora, da base fechada com Greca, que o TJPR mandou ficar no presídio, em Piraquara,  revelou  outra encrenca sem tamanho: o alcaide, a pedido dela, emplacou o marido como Gerente de
Projetos da Guarda Municipal. Com um detalhe: o moço ainda está em período probatório na GM, tem menos de 3 anos no cargo. Jamais poderia estar na posição. Tudo isso é irregular e imoral.

Fato foi  agravado por estar o jovem guarda em temporada de experiência ganhando, no entanto, de gratificação de função, mais do que atribuída a outros superiores seus, velhos funcionários da Guarda
Municipal.

TRINTA GUARDAS PARA GRECA

Ainda nesta manhã de quinta-feira (30), dona Matilde da Luz, nossa informante, foi mais adiante em suas pesquisas sobre os mal feitos da atual administração municipal de Curitiba. Está indignada: garante que
Rafael Valdomiro Greca de Macedo “tem mais de 30 guardas GM à sua disposição”.

E explica que os guardas que cuidam da segurança pessoal e patrimonial do alcaide dividem seu trabalho (pago por todos os contribuintes) em quatro turnos. E detalha: “ Tem uns três guardas na chácara. Uns seis
deles cuidam da  segurança e escolta.Outros três ficam  no Gabinete do Prefeito. E mais: quatro guardas , em duas viaturas, ficam 24 horas vigiando o apartamento do alcaide.”

E dona Lolly da Luz, olhar mais afiado ainda, adiciona: “Isso sem contar que o assessor preferido, o Lucas, muitas vezes deixa na garagem do Greca, na Vicente Machado, a maravilhosa camionete Hillux, colocada à sua disposição, para, de manhã, acompanhar o prefeito. Saem juntos para nova jornada…”.

Supervisor Filla: sangue sem culpas

FILLA, OBJETO DE VINGANÇA

Quando em 2017 houve aquela impressionante manifestação de membros da GM e outros funcionários municipais, defronte à Câmara, reclamando contra o programa de ajuste fiscal decretado por Greca, os servidores foram duramente reprimidos pela PMEP, a pedido do prefeito.

Um dos mais gravemente feridos foi Filla (foto), cidadão exemplar, dezenas de anos na GM, pai de família, avô,  economista, supervisor da Guarda. Apanhou e foi ferido sem piedade sem sequer ter entrado no recinto da Câmara, onde o cacete deve ter corrido grosso.

Greca nunca perdoou aquela imagem de Filla – lembra um membro aposentado da GM -, “ o funcionário sentado, sangrando”. Foi a imagem que qualquer jornalista de bom senso gostaria de utilizar. E ela foi
muito repetida na mídia impressa e televisão, redes sociais, youtube.

– O prefeito Greca determinou (como se isso apenas bastasse) que o inspetor Filla fosse exemplarmente punido. O alcaide dava pulinhos, tinha faniquitos e, como a Rainha do Mágico de Oz, gritava – “cortem as
cabeça,” garante um jornalista que testemunhou o momento.

Como não havia elementos para Filla ser exonerado, tal como Greca queria -, pois sua reputação ilibada sempre foi sua maior defesa,  a “solução”, mesmo assim, foi dar-lhe 75 dias de suspensão…

LEITOR DENUNCIA PRIVILÉGIO

Vereador Serginho do Posto e Paulo Aguiar Palácios

Sérgio Rodrigues (em 30 de julho de 2020 – 10h33):

“O irmão do Serginho do Posto tem um cargo de assessor na FAS. Ganha uns 20 mil, pra não fazer nada.”

Esta é uma das denúncias que chegam à Coluna, indicando irregularidades perpetradas pela administração de Rafael Valdomiro Greca. Neste sentido, observa-se que as consultas aos sites da transparência do Município de Curitiba indicam que eles sofreram  mudanças. As alterações buscam dificultar a fiscalização de servidores da “famiglia”,  de seus cargos em comissão e funções gratificadas.

Agora a consulta não abrange mais o período inteiro da gestão, de maneira  que pode  esconder atos ilegais praticados. Vejam a mensagem do site da PMC:

“Salários dos servidores públicos”

Nesta seção estão disponíveis os dados individualizados das remunerações e subsídios recebidos por ocupante de cargo, função ou emprego público na Prefeitura Municipal de Curitiba, nos órgãos da administração direta e indireta e nas suas autarquias e fundações. Você poderá selecionar a visualização dos dados entre os servidores municipais ativos e inativos. *Os dados remuneratórios são atualizados no quinto dia de cada mês, permanecendo disponível para consulta o histórico dos últimos doze meses.”

Estaria o alcaide acuado por tantas denúncias que atingem seu governo? Contudo, contra fatos não existem argumentos. O administrador público terá de prestar contas de seus atos, não adiante mágicas tecnológicas ou outras pajelanças.

É dentro desse realidade que o leitor acima citado alertou  que o irmão do vereador Serginho do Posto, da base de Rafael Greca, conseguiu uma função gratificada gorda para seu irmão Antonio Henrique Balaguer. O fato procede. À  semelhança da vereadora que conseguiu uma função gratificada para o marido, o vereador conseguiu uma para o irmão, uma bolada salarial nada desprezível num país de miseráveis e de dezenas de milhões de desempregados.

A Portaria 309 de 2017 nomeou o irmão de Serginho do Posto para uma gorda gratificação:

ANTONIO HENRIQUE BUENO BALAGUER, matrícula n.º 81714, sigla SGM-EP-GPI.47, símbolo FG-5, GESTOR PUBLICO MUNICIPAL I, para prestar serviços na Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, a partir de 1.° de janeiro do corrente. Em uma via de mão dupla, empregou em seu gabinete um dos gestores do PMN, Paulo Aguiar Palácios, partido que elegeu Rafael Valdomiro Greca.

MARIDO DA PROCURADORA GERAL

Onde está o pecado? O pecado está no fato de Paulo Palácios ser marido da Procuradora Geral do Município, braço direito na campanha juntamente com o Capo de tutti capi, o advogado GG, iniciais sussurradas nos corredores da Prefeitura.

Do site da transparência da Câmara de Vereadores de Curitiba:

PAULO AGUIAR PALACIOS
Matrícula: 8386
Situação: ATIVO
Lotação: GAB. VER. SÉRGIO RENATO BUENO BALAGUER (SERGINHO DO POSTO)
Classe: CARGO EM COMISSÃO
Natureza: Comissionado
Forma de Investidura: Livre Nomeação
Admissão: 03/02/2017
Horário de Trabalho: 08:00 às 00:00 – 00:00 às 18:00
Horas Semanais: 40
Cargo: ASSESSOR DE GABINETE PARL. CC-4
Faixa: CC-04
Valor R$ 8.808,35

TODOS DADOS CASAM

As datas de nomeação são próximas e os valores das gratificações também. Pode isso? Ou será que se  aplica a Súmula Vinculante 13/2008 do STF?

Que estabelece o seguinte: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do distrito federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.

Com a palavra o Ministério Público!

(CONTINUARÁ)

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