terça-feira, 16 junho, 2026
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CPI quer ajuda do Coaf

Senador Omar Aziz

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, pediu ao Banco Central a elaboração de relatórios de inteligência financeira pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, sobre as 30 pessoas físicas e jurídicas que tiveram os sigilos bancários quebrados pela comissão.

O ofício foi enviado na segunda-feira, 28, ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto. O prazo para a entrega dos documentos é de cinco dias. Para produzir os relatórios, técnicos cruzarão dados de movimentações financeiras a fim de verificar se existem transações atípicas .

Assim, são identificados, por exemplo, casos de lavagem de dinheiro. A lista da CPI inclui agências de publicidade que prestam serviços ao governo Jair Bolsonaro, como a Calia Y2 Propaganda.

A empresa pertence a Gustavo Mouco, irmão de Elsinho Mouco, que foi marqueteiro de Michel Temer, e, mais recentemente, de Celso Russomanno, apoiado pelo presidente e derrotado nas eleições municipais de 2020.

Além disso, figuram no documento a Precisa Medicamentos e o sócio-administrador da empresa, Francisco Emerson Maximiano, responsáveis pelo contrato firmado com o Ministério da Saúde para a venda de 20 milhões de doses da Covaxin, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

O acerto está na mira da CPI depois de denúncias de indícios de corrupção feitas pelos irmãos Miranda.

2 – Lewandowski anula provas da Odebrecht contra Lula.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira, 28, proibir o uso de provas apresentadas pela Odebrecht em seu acordo de leniência na ação movida pela Lava Jato contra o ex-presidente Lula por suposta propina da empreiteira por meio do terreno que abrigaria a sede do instituto fundado pelo petista em São Paulo.

A ação envolvendo o Instituto Lula foi remetida à Justiça Federal de Brasília na semana passada, junto com o processo do sítio de Atibaia, por decisão do ministro Gilmar Mendes. Na ocasião, o ministro estendeu a esses dois casos os efeitos aplicados ao processo do tríplex do Guarujá depois que o plenário do STF concluiu o julgamento que decidiu pela parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no primeiro caso que levou à condenação e depois à prisão do ex-presidente.

Nos três processos, o Supremo já anulou todas as decisões proferidas por Moro, incluindo as condenações no caso do tríplex e do sítio, e os remeteu para a primeira instância da Justiça Federal de Brasília, onde ele voltam a tramitar da estaca zero, o que deve levar à prescrição dos crimes apontados pela Lava Jato.

3 – Oposição move notícia-crime contra Bolsonaro por prevaricação.

Três senadores moveram nesta segunda-feira, 28, uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal em razão do caso Covaxin. Os parlamentares pedem a investigação do presidente da República pela suposta prática do crime de prevaricação. A ação corre sob a relatoria da ministra Rosa Weber.

Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato e Jorge Kajuru requerem, ainda, que a corte intime Bolsonaro a esclarecer, em 48 horas , se, de fato, foi comunicado pelos irmãos Miranda sobre os indícios de corrupção no contrato firmado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, intermediária da Bharat Biotech, para a compra de 20 milhões de doses da vacina e se citou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, como possível responsável pelo crime.

4 – Morte de ativista acirra disputas internas entre palestinos.

O palestino Nizar Banat era conhecido por seus vídeos publicados nas redes sociais criticando a corrupção na Autoridade Palestina, a AP. Na madrugada de quinta, 24, ele foi abordado por duas dezenas de membros das forças de segurança da AP quando dormia em sua casa.

Os policiais bateram em sua cabeça com cassetetes e pedaços de metal e o levaram em um carro. No mesmo dia, a morte de Banat foi anunciada. Desde então, milhares de palestinos têm protestado contra a morte de Banat nas ruas da Cisjordânia e pedido a deposição do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. As manifestações foram reprimidas com golpes de cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo.

(CRUSOÉ, revista)

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