domingo, 26 julho, 2026
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COVID-19: ANTI-INFLAMATÓRIO COLCHICINA ACELERA RECUPERAÇÃO DE PACIENTES HOSPITALIZADOS

Fármaco reduziu o tempo de oxigenoterapia, tempo geral de internação. “Não recomendamos o uso indiscriminado do fármaco, nem para prevenção e nem para tratar sintomas leves da doença”, orienta professor que assina o artigo científico

Benefícios foram observados em estudo clínico feito com 38 voluntários atendidos no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto. Foto: FMRP-USP

Resultados de um estudo clínico conduzido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto indicam que a colchicina – medicamento usado há décadas no tratamento da gota – pode ajudar a combater a inflamação pulmonar e a acelerar a recuperação de pacientes com as formas moderada e grave da Covid-19.

Resultados da pesquisa, apoiada pela Fapesp, foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares. “Voluntários tratados com o fármaco ficaram livres da suplementação de oxigênio, em média, três dias antes do que os pacientes que receberam apenas o protocolo terapêutico padrão do hospital. Além disso, puderam voltar para casa mais cedo”, conta à Agência Fapesp o médico Renê Oliveira, que coordenou o estudo no FMRP-USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto).

ECONOMIA SIGNIFICATIVA

De acordo com Paulo Louzada Junior, professor da FMRP-USP e coautor do artigo, a redução observada no tempo de recuperação dos doentes pode representar uma economia significativa para a rede pública de saúde, além de permitir o atendimento de um número maior de pessoas em um mesmo período. “Cada dia de internação em unidade de terapia intensiva [UTI] pode custar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por paciente. A suplementação com oxigênio, mesmo quando é feita fora da UTI, também é uma terapia cara. A colchicina, por outro lado, é um medicamento barato e com potencial de uso em larga escala. O tratamento completo custou cerca de R$ 30 por paciente”, afirma Louzada Junior.

NÃO VALE PARA PREVENÇÃO

Outra vantagem do fármaco, segundo os pesquisadores, é o fato de seus eventos adversos serem amplamente conhecidos pelos médicos, sendo o principal deles a diarreia. “De modo geral, a colchicina é considerada segura. Mas é importante ressaltar que, no caso da Covid-19, os benefícios foram observados apenas em pacientes hospitalizados e com algum nível de comprometimento pulmonar. Não recomendamos o uso indiscriminado do fármaco, nem para prevenção e nem para tratar sintomas leves da doença”, destaca Louzada Junior.

Com informações da Folha de S.Paulo

País tem 108,5 mil mortes e 3,35 milhões de casos acumulados

O Brasil já registrou 108.536 mortes em função da pandemia do novo coronavírus. O número foi divulgado na atualização diária do Ministério da Saúde. Nas últimas 24 horas, foram registrados 684 novos óbitos. Ontem (16), eram 107.852 falecimentos no sistema. Há uma semana, eram 101.752. Ainda há 3.454 mortes em investigação.

O número de casos acumulados subiu para 3.359.570. Nas últimas 24 horas, foram acrescidas às estatísticas pelas autoridades locais de saúde mais 19.373 pessoas infectadas. Ontem, o painel marcava 3.340.197 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Há sete dias, a soma estava em 3.057.470.

Da Agência Brasil

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