
Ela já foi Chefe do Estado Maior da PM no Paraná e fez mais de 17 mil votos nas eleições para prefeito de Maringá em 2020
(O Fato Maringá)
Pode parecer uma aventura quando uma pessoa que nunca ocupou um cargo eletivo decide candidatar-se a prefeito de uma cidade como Maringá, e há poucas como a Cidade Canção; e se a pessoa em questão é uma mulher, é mais difícil ainda, mas a Coronel Audilene da Rocha – ex-Comandante Geral da PM tirou de letra, e obteve mais de 17 mil votos para a fila do PP e 9,60% dos votos válidos. Nunca uma mulher tinha obtido tantos votos como candidata a prefeita na cidade.
No meio político há quem diga, que se tivesse tido mais tempo para fazer campanha poderia ter tirado muitos votos do atual prefeito, e até mudado um pouco o rumo das eleições ao provocar um segundo turno.
A experiência positiva evidenciou que a mulher que rompeu paradigmas ocupando função e posto mais altos da Polícia Militar no Paraná era forte candidata a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado.
Na tarde desta quarta-feira, 2 de fevereiro, Audilene recebeu a equipe de O FATO MARINGÁ em uma das salas do escritório do deputado federal Ricardo Barros – mentor de sua candidatura no passado e no futuro próximo.
PRÉ-CANDIDATA
Audilene disse a Ligiane Ciola “que é pré-candidata sim”, porque “percebeu que tinha acumulado muita experiência administrativa e também de relacionamento institucional com o âmbito político”.
“Eu entrei na Polícia Militar porque queria fazer o bem para as pessoas; e fiz, mas quero continuar trabalhando”, afirma a Coronel Audilene.
Lembramos a ela que durante sua campanha para prefeita, mencionou em sua programa eleitoral na tv “que sua experiência administrativa à frente de uma corporação composta por 22 mil pessoas e com um orçamento maior do que o de Maringá, a habilitava a postular o cargo de primeira cidadã do Município”, e perguntamos se acreditava ter bagagem para assumir uma cadeira no Legislativo.
“A função de Legislador não é difícil, mais difíceis são as tratativas necessárias com o Executivo e com os colegas parlamentares para garantir solução para as demandas da população”, responde Audilene expressando segurança.
ESPECIALIZAÇÃO
Ela é Bacharel em Segurança Pública e em Direito, é formada em Magistratura pela Escola Superior de Magistratura do Paraná, tem especialização em Planejamento e Controle da Segurança Pública, além de especialização em Gestão de Pessoas.
E por falar em segurança, essa também será sua principal bandeira de campanha. “Trabalhei 35 anos com segurança pública, é o que eu sou”, diz Audilene. “Quando falamos de segurança pública as pessoas pensam logo que é só policiamento, mas não é; segurança pública envolve Saúde Pública, Educação, infraestrutura, Assistência Social e muito mais”, enfatiza a Coronel.
“Quando eu entrei na Polícia Militar, 90% das ocorrências que atendíamos eram de Assistência Social”, explica.
O nome de Audilene surge ao lado de outras possíveis candidaturas ao cargo de deputada estadual, como o da professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) e Akemi Nishimori (PL).
As convenções que podem oficializar ou não essas possíveis candidaturas acontecem só entre 20 de julho e 5 de agosto; até lá, tem muito chão e a pandemia para ser vencida.
Esse e outros assuntos, estão na entrevista que Ligiane Ciola fez com a Coronel Audilene.
