segunda-feira, 23 março, 2026
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Coprodução Brasil-Argentina: Visita a Domicílio estreia em Curitiba

O que você faria se encontrasse seu primeiro grande amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo Visita a Domicílio, peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que faz sua estreia nacional no 34º Festival de Curitiba, com sessões nos dias 7, 8 e 9 de abril, terça, quarta e quinta, às 18h30, no Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51, Prado Velho, Curitiba), dentro da Mostra Plataforma Fringe BR, com ingressos à venda no site do festival e na bilheteria do Shopping Mueller.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional da Mundo Giras.

Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo (Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro de Buenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo, marcando sua volta ao Festival de Curitiba após 10 anos: “Celebrar 30 anos de carreira com a estreia de Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil, e voltar ao Festival de Curitiba, após 10 anos, com um personagem como o Gabo, confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte que criei entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas.”

Visita a Domicílio: os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado e os atores Cícero de Andrade a Juan Tellategui. Foto: Rafa Marques

O ator Cícero de Andrade, que comemora 20 anos de carreira com Visita a Domicílio, na qual dá vida a Fernando, reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira dando vida a Fernando e fazendo minha estreia no Festival de Curitiba não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma.

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “Visita a Domicílio vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado.

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra estrear no Festival de Curitiba” e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Depois do Festival de Curitiba, o espetáculo Visita a Domicílio estreia em São Paulo, onde faz temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade.

Visita a Domicílio @visitaadomicilio
34º Festival de Curitiba – Mostra Plataforma Fringe BR

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