quarta-feira, 14 janeiro, 2026
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Como reorganizar vínculos familiares após as festas

Assessoria – O começo do ano costuma ser marcado por promessas de mudança, metas pessoais e reorganização da rotina. No entanto, após o convívio intenso das festas de fim de ano, janeiro também pode se tornar um período emocionalmente delicado para muitas famílias. Conflitos antigos, expectativas frustradas e padrões de relacionamento que pareciam adormecidos tendem a surgir com mais força nesse momento.

Segundo a psicóloga sistêmica familiar Cris Aguiar, autora do livro “Ninguém quer ser Madrasta!”, é comum que as pessoas associem o começo do ano à necessidade de resolver tudo de uma vez, inclusive questões emocionais complexas. “O início do ano não precisa ser o momento de colocar todas as pendências familiares na mesa. Forçar conversas profundas logo após as festas pode aumentar a tensão. Respeitar o tempo de cada um também é cuidado”, explica.

A especialista ressalta que o retorno à rotina, somado às cobranças internas e externas típicas de janeiro, cria um ambiente propício ao desgaste emocional. “Janeiro traz consigo metas, cobranças e expectativas. Limites não precisam ser rígidos, mas precisam ser claros. Dizer ‘não posso agora’ ou ‘prefiro falar sobre isso depois’ evita desgastes maiores”, orienta Cris.

Sob a ótica da psicologia sistêmica familiar, esse período evidencia ciclos e dinâmicas que se repetem ao longo do tempo, muitas vezes de forma inconsciente. A boa notícia é que pequenas mudanças de postura podem gerar impactos positivos significativos nas relações. Ajustar expectativas, exercitar a escuta e compreender que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente são passos importantes para um recomeço mais saudável.

Para Cris Aguiar, reorganizar vínculos familiares não significa evitar conflitos, mas aprender a lidar com eles de maneira mais respeitosa e consciente. “O começo do ano pode ser um convite para observar padrões, rever combinados e fortalecer relações, sem pressa e sem imposições”, conclui.

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