
Quem arrematar o veículo, terá na garagem um mito do transporte rodoviário
Mercedes é um pequeno município que fica no interior do Paraná, fundado em 11 de novembro de 1952 pelo pioneiro Afonso Zanelato. O nome homenageia a então jovem e atraente paraguaia Mercedes Salvim, filha de outro pioneiro que trabalhava na extração de madeiras da região.
Originalmente território ligado ao município de Campo Mourão, foi desmembrado e tornou-se município em setembro de 1993.
MERCEDES LEILOA MERCEDES
História à parte, o detalhe está no leilão que a prefeitura realizará este mês: trata-se de um ônibus Mercedes-Benz OF-113, ano 1982, encarroçado em Joinville pela antiga Nielson – hoje Busscar, modelo Diplomata 2.40. O coletivo, com capacidade para 39 passageiros, avaliado em R$ 14 mil, muito viajou Brasil afora nesses anos todos, e sua última tarefa foi conduzir alunos da rede de ensino da Prefeitura de Mercedes.
A SAGA DOS NIELSON
A antiga Carrocerias Nielson foi fundada em 1946 por Augusto Nielson, depois sucedido pelos filhos e netos, quando alterou a razão social para Busscar, até pedir falência, em 2008. Hoje, recuperada e controlada pelo grupo paulista Caio/Induscar, a fábrica, que já foi a segunda montadora de ônibus do país, perdendo apenas para a Marcopolo, de Caxias do Sul, voltou ao mercado.
PRODUÇÃO FOI DE 15,5 MIL ÔNIBUS
O modelo leiloado – Diplomata – foi o mais produzido pela indústria joinvilense no correr de 27 anos. Ao todo, a estimativa é de que 15,5 mil unidades deixaram a montadora no período e utilizadas pelas principais empresas de transporte rodoviário. Até 1969 produziu-se a primeira geração com o nome apenas de Diplomata. Na sequência vieram as versões Diplomata JO e Diplomata BR. E a terceira geração, bem mais ampla, abarcou o Diplomata 2.40, além dos modelos, maiores, 2.50, 2.60, 2.60 Super, além dos modelos Articulado e Diplomata 3.10, 3.30, 3.50 e 3.80.
Quem adquirir o modelo a ser leiloado, terá na garagem não só um ônibus bem conservado, mas uma pérola que remete à história do rodoviarismo brasileiro nos últimos 50 anos. Em resumo: um mito.
(colaboração de Raul G.Urban)
