
A todo momento surgem milagreiros, alguns bem-intencionados, com suas panaceias contra o câncer. No momento, a síntese da fosfoetanolamina está na ordem do dia.
A coluna ouviu sobre o tema o oncologista, professor universitário e pesquisador de câncer de mama, Cícero de Andrade Urban (vice-presidente do Instituto Ciência e Fé de Curitiba). Ele tem autoridade reconhecida internacionalmente (sem exageros) como mastologista.
“Na realidade, o câncer é um conjunto de mais de 100 doenças diferentes, cada uma delas com dezenas de subtipos.”
Dele é esta resposta esclarecedora:
RESPOSTA
Nenhuma nova droga pode ser disponibilizada sem que se façam os testes clínicos adequados.
A fosfoetanolamina pode até ser efetiva, mas precisamos saber: para quem, em qual estágio da doença, por quanto tempo ela pode ser utilizada e quais são os efeitos colaterais e os riscos que ela pode trazer. Antes de termos estas respostas advindas de estudos clínicos bem desenhados, ela pode ser considerada apenas uma promessa.
Não pode ser prescrita por médicos, sem termos isto muito claro. Já assistimos diversas vezes situações semelhantes e que aos serem confrontados com estudos clínicos, demonstraram ser ineficazes. O câncer não é uma única doença, como já colocamos, e além de tudo os mecanismos com que ele surge e se desenvolve são muito complexos e sofisticados para acreditarmos que, com meios muito simples, tal qual esta proposta da fosfoetanolamina, iremos conseguir a cura”.
CÍCERO DE ANDRADE URBAN
