Para presidente da OAB-PR, tudo é feito para dar celeridade aos julgamentos, um caminho para estandartização.

Cassio Lisandro Telles, presidente da OAB-PR, civilista de Pato Branco – sem, no entanto, pertencer à chamada ‘República de Pato Branco’ – não aparece entre os advogados mais citados como top de linha do Paraná.
O que não significa que não esteja entre os muitos requisitados da profissão.
No entanto, sempre foi reconhecido, na academia e nos meios advocatícios, como alguém profundamente envolvido com o exercício da advocacia e suas prerrogativas.
Seu nome tem se identificado ao longo de anos em encontros locais e nacionais sobre a profissão.
Professor do Curso de Direito da Mater Dei, de Pato Branco, Sudoeste do Estado, Cassio Lisandro está também preocupado com os avanços de muitas formas de inteligência digital na prática do Direito.
Seriam os passos iniciais para a “desvalorização do advogado” e, quiçá, sua substituição pelo universo da Informática?
NA BONIJURIS
O presidente da OAB-PR enfrenta o assunto, em amplo ping-pong na mais recente edição da revista Bonijuris, outubro-novembro, publicação que expõe, ao mesmo tempo, a resiliência do advogado, empresário e editor Luiz Fernando de Queiroz, fundador e dono da editora.
Esse resistente Queiroz, um pouco último moicano, luta para manter circulando a substantiva publicação jurídica em forma impressa (ao lado de edição digital). A que preço? Só ele sabe, especialmente quando deixa seus espaços empresariais de bem realizado empresário para, na prática, vender espaços na publicação. Puro apostolado de quem acredita na imprensa de qualidade como meio de Educação.

JUSTIÇA DO TRABALHO
Preocupado com os avanços das realidades digitais no mundo do Direito – e dentro do qual, lembra, a um universo de relações sociais a ser considerado, “sem romantismo” -, Telles cita o que ocorre em parte na Justiça do Trabalho:
– Há uma tendência de um aplicativo de contabilidade de efetuar o cálculo dentro os padrões que a Justiça do Trabalho requer. É uma ideia repelida pela Ordem, de que, na petição inicial da ação trabalhista o advogado seja obrigado a incluir, com ajuda do programa, o que seria supostamente devido ao trabalhador.
ANTECIPAÇÃO
E acentua:
Dessa forma, o juiz já teria em mãos o valor para executar a sentença com maior celeridade. Concordo, em parte: trata-se de ferramenta que pode agilizar o processo. Por outro lado, mata-se a criatividade do advogado, afasta-se a individualidade do caso concreto a ser analisado pelo juiz e começa, assim, a automatizar a profissão.
MENOS CURSOS
Dentre as bandeiras de Cassio Telles está a campanha para que o Governo detenha a criação de novos cursos de Direito por dez anos.
Há excesso de cursos no país, garante.
