
A condenação era esperada tanto pela família Spitzner quanto pelo assistente de acusação por ela contratado, o advogado Gustavo Scandelari, que considera um marco na luta contra o feminicídio.
“A sentença de condenação é uma satisfação à família de Tatiane Spitzner. É um recado claro da sociedade guarapuavana e de todos os cidadãos e cidadãs brasileiras contra a violência de gênero e todas as formas de violência doméstica”, afirma Scandelari.
Manvailer se negou a responder aos questionamentos do Ministério Público e da assistência de acusação. Apesar disso, o resultado foi condenatório. “Os jurados entenderam claramente que era um caso de condenação, baseado em muitas provas. O Poder Judiciário atribuiu uma pena proporcional, justa, e ficará registrado para que motive cada vez mais ações, para que encoraje pessoas a denunciarem casos de violência contra às mulheres”, encerra.
RECURSO
Cabe recurso à sentença de primeiro grau proferida hoje. Com a pena aplicada, para pedir progressão de regime, Mainvailer tem de cumprir aproximadamente 12 anos. Como cumpriu menos de 3 anos, faltam mais de 9 para uma eventual progressão.

