Antonio Carlos Carneiro Neto continua sendo não apenas nosso mais fértil e culturalmente abrangente cronista.
Para mim e para os que acompanham de perto a carreira de Carneiro Neto, ele é preciosidade do universo curitibano, como jornalista que privilegiadamente registra e vive singulares momentos da cidade, a partir do futebol.
Seu o olhar é do jornalista e memorialista que se mistura com o do antropólogo e o etnógrafo.
Basta ler sua obra para confirmar.
NOS ALMOÇOS
Dante Mendonça: ‘único e insuperável’
Sei, pelo depoimento de Dante Mendonça, outro raro memorialista desta Curitiba que eles registraram num momento único – a revolução dos 1970 comandada por Jaime Lerner -, que as reuniões-almoço da diretoria da Academia Paranaense de Letras (APL) são literalmente preenchidas pelo savoire dire de Carneiro.
Carneiro leva todos os comensais, os chamados confrades, a viverem momentos únicos repassados por um olhar privilegiadíssimo.
Maldade de quem nominar tais encontros como “horas da saudade”. Pelo contrário, os idosos cavalheiros da APL são, em boa parte, o melhor olhar crítico do Paraná.
Claro que há exceções embutidas na instituição, mas não escondem e nem comprometem a lista de referenciais que a APL guarda. Felizmente.
DISSO QUE O POVO GOSTA
Agora me informa o amigo Carneiro que publicará este ano um “balanço de vida”, com o nome – “É disso que o povo gosta”. O título que recorre ao bordão que marcou dos seus tempos de narrador de futebol.
A carreira de Carneiro Neto eu a acompanhei de perto, com ele chegando ao Diário do Paraná e sendo acolhido por notáveis da crônica esportiva como Vinicius Coelho.
Vinha de Ponta Grossa, para viver a grande aventura do rádio e do jornalismo voltados ao futebol.
GRANDE BALANÇO
Pois é essa memória preciosa que Carneiro revolverá no livro: “Será um balanço e vida, essa é a expressão certa”, explica. O livro contará, como e fossem fatos de hoje – tal a riqueza de detalhes da obra – uma carreira nunca interrompida de 55 anos na imprensa, sendo 35 deles na Gazeta do Povo (está no GP eletrônico).
Ele tem lugar garantido na história vida da mídia impressa do Paraná, tendo passado por jornais como o Diário do Paraná, Tribunal do Paraná, Gazeta do Povo.
PREFÁCIO E DIPLOMA
Carneiro (meu afilhado de casamento), a propósito, escreve o prefácio do volume 11 de meu livro Vozes do Paraná, e na noite de lançamento, 12 de agosto, na Sociedade Garibaldi, ele também receberá o diploma dos Grandes Porta-Vozes do Paraná.