segunda-feira, 10 agosto, 2026
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“Câmbio Verde”, obra de Lerner (3)

Julio Zaruch

Luiz Julio Zaruch é jornalista com vida profissional toda imbricada na Curitiba da segunda metade do século 20. Foi testemunha do grande momento do começo da revolução urbana com que Jaime Lerner revelou Curitiba ao mundo. Mudanças que se tornaram referenciais no universo do urbanismo, na academia, no mundo político. É importante lembrar que Zaruch foi o primeiro secretário de Imprensa de Lerner, posição que depois foi do também jornalista Jaime Lechinski.

Como parte do primeiro escalão de JL, viu e ouviu muito mais desse acontecimento urbano do que se pode imaginar. O texto que segue abre o leque para maior entendimento do “Câmbio Verde”, sua gênese e sua evolução.

MUITO ALÉM DA TROCA

“Sobre o Câmbio Verde, lançado na terceira gestão do prefeito Jaime Lerner, havia duas vertentes: a primeira, com a troca de lixo que não é lixo por alimentos, numa ação coordenada pelas secretarias municipais do Abastecimento e do Meio Ambiente. A procura era grande, pois garantia uma espécie de cesta básica para as famílias. A outra, com a troca de lixo comum por fichas do vale-transporte, que hoje não existem mais.

Esta segunda tinha o objetivo de evitar que as populações residentes em áreas ribeirinhas jogassem o lixo no rio, agravando a poluição. Ambas deram muito certo e continuaram na gestão seguinte, do Rafael. Não tenho notícias que prosseguiram depois. Infelizmente, não tenho arquivos sobre esse assunto. Talvez as duas secretarias que participaram tenham mais dados. E há sempre funcionários mais antigos com a memória dos acontecimentos.”

Julio Zaruch

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