sexta-feira, 19 junho, 2026
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REPERCUTINDO: Câmara pede que Greca acelere obras da Linha Verde

Obras da Linha Verde Norte (Foto: Joel Rocha/SMCS)

Vereadores citam exemplos de aditivos aos contratos, que embora substantivos, não fazem a obra andar. Uma das empresas contratadas, inclusive, está em recuperação judicial…

 

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) irá encaminhar ao Poder Executivo, nos próximos dias, duas indicações aprovadas pelos vereadores que sugerem a celeridade na conclusão das obras da Linha Verde Norte e a realização da Conferência Municipal de Educação.

Protocoladas respectivamente por Indiara Barbosa (Novo) e pela bancada do PT no Legislativo, as proposições foram debatidas na segunda parte da ordem do dia, após a votação do substitutivo geral que autoriza o funcionamento de bares e setor de eventos como restaurantes e lanchonetes.

A indicação de ato administrativo ou de gestão que pede que a Prefeitura de Curitiba verifique, de forma mais “criteriosa”, a capacidade da empresa contratada para conclusão da Linha Verde Norte, também orienta ao Executivo que invista “maiores esforços para o andamento mais acelerado da obra para que não ocorram mais atrasos além dos já ocorridos até o momento” (203.00298.2021). Como argumento, Indiara Barbosa lembra que as obras da Linha Verde já “duram mais de uma década e atrapalham muito o trânsito” da cidade.

NÃO ANDA, APESAR DE ADITIVOS

Na justificativa da proposição, a vereadora citou dados levantados no Portal da Transparência referentes ao contrato do trecho que está em obras e seus aditivos, e informou que também apresentou pedido de informações ao Executivo, solicitando documentos que não são encontrados no Portal da Transparência. “Com base nos contratos e aditivos realizados, verificamos que a obra não avançou. O contrato do último trecho já foi reajustado, passando de R$ 70 milhões para R$ 82 milhões. O valor total da obra já quase dobrou: o projeto inicial era em torno de R$ 480 milhões e está em quase R$ 1 bilhão”, reclamou.

EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Ainda segundo Indiara Barbosa, uma das duas empresas que integram o Consórcio Estação Solar, a construtora Triunfo, “está em recuperação judicial, solicitada em junho de 2019 e concedida em 2020”. “O ritmo está lento e o custo de lentidão [para os cofres públicos, para motoristas que precisam utilizar a Linha Verde, para comerciantes e moradores do entorno] é gigantesco. “Obra da Linha Verde está em andamento há anos e precisa o mais brevemente ser concluída”, complementou Amália Tortato (Novo), em apoio à indicação da colega de bancada.

(Com informações da CMC)

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