
Tem assinatura de uma vereadora dona de currículo importante, especialmente de defesa da criança e adolescente, sargento Tânia Guerrero, o projeto de criação de um cadastro de igrejas de Curitiba. É calcado em modelo do Governo federal. A matéria está em exame na Câmara Municipal. O alvo é dispor de informações de entidades religiosas dispostas e operar com o poder público, especialmente com a Fundação de Ação Social.
Pelo cadastro, o Município poderá, rapidamente, mobilizar voluntariado responsável em favor de causas e em defesa de interesses comunitários. Até aí, tudo bem. Mas há que ter cautelas: se transformada em lei a proposta trará um problema: o universo da babel política, dos interesses eleitoreiros, terá à mão um grande instrumental para atingir objetivos “fora da pauta”. Um deles, utilizar o cadastro em tempos eleitorais.
