
Nas próximas linhas o leitor terá tudo para concordar comigo, quando digo: “Não sei como o mundo da publicidade ainda não descobriu o poder de fogo da Editora Bonijuris, que edita a Revista Bonijuris?”.
Minha pergunta-observação corre em cima de um fato: a publicação que apresenta o Direito como material digerível por especialistas e não especialistas, fala com o poder estabelecido. É um ótimo canal para comunicar-se com o poder judiciário em todos os níveis – como os tribunais superiores – e Ministério Público.
Por trás desse persistente empreendimento de verdadeira utilidade pública está o advogado e empresário Luiz Fernando de Queiroz, sobre quem faço considerações, como as que seguem:
“TIPO INESQUECÍVEL”
Luiz Fernando de Queiroz é um dos ‘meus tipos inesquecíveis’, qualidade que divide com a mulher, a geógrafa e empresária Elin Talarek de Queiroz.
Ele, um dos “Grandes Porta-Vozes do Paraná”, apontado na edição 2018 de meu livro ‘Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses’, é um exemplar de ubiquidade laboral: ao mesmo tempo em que dirige sua Bonijuris, comanda (com Elin) a Condomínio Garantidos do Brasil, uma ONG que não pega um tostão de dinheiro público. Mas faz insuperável e gratuito trabalho de zeladoria urbana. Para tanto, vão despichando prédios públicos e privados, por exemplo, vigiando e orientando o poder público sobre qualidade das calçadas e praças.
E mais: Queiroz paga do próprio bolso pelo trabalho dos guardiães urbanos e os chamados alpinistas urbanos (despichadores de prédios).
SOBRETUDO, EDITOR
Ele avulta em minha admiração especialmente como editor de livros e revistas especializados em Direito. E mais o admiro ainda pela sua fidelidade ao mundo dos jornais impressos, revistas e, sobretudo, aos livros criados à moda gutemberguiana.
É um defensor acendrado da via impressa e nela aposta suas melhores fichas. Tudo isso sem ser um “quadrado” ou ‘jurássico’. É um ser contemporâneo do futuro, digo sem medo, pela maneira com que aposta também nas novas tecnologias e nos avanços científicos. Isso sem deixar, no entanto, de lado seus valores de sempre e que precisam ser expressos. Afinal, parece dizer, “eles deram certo até agora para o homo sapiens…”
COMO ESTUDANTE
Na verdade, sempre haverá muito a mostrar do diferenciado espírito empreendedor desse Luiz Fernando que vi, por primeiro, nos 1970, iniciar-se em jornal, ainda acadêmico de Jornalismo na UFPR, quando começou como repórter no antigo Diário do Paraná.
Ao mesmo tempo, preparava-se para a carreira do Direito. Formou-se e pós graduou-se pela UFPR, sempre um aluno diferenciado.
Inquieto, herdou de uma organizada e culta família de Joaçaba, liderada pelo pai, advogado e professor Alexandre, as linhas mestras que adotaria na vida profissional. Tudo sob padrões éticos raros e exemplares.
Antes, como parte dessa curiosidade pelo mundo medito e imediato, fez intercâmbio nos Estados Unidos e também na Alemanha, como estudante.
BONIJURIS, UM “CASE”
Se me indagam – como recentemente me fez uma televisão – sobre um “case” de merchansing, sou obrigado a citar a Revista Bonijuris, da Editora Bonijuris, que Queiroz criou e dirige em Curitiba.
A Bonijuris, ao contrário da onda de revistas jurídicas quase todas hoje apresentadas digitalmente, tem a impressionante qualidade e a criatividade de Queiroz. Com papel, cuidado gráfico e seu olhar de editor privilegiado que garantem um produto final único.
Acho mesmo que é a última dos moicanos a apresentar-se impressa.
GRANDE TIRAGEM
Nesses tempos de vacas magras para qualquer empreendimento empresarial de médio porte no país, Luiz Fernando faz sua publicação atingir tiragem que considero impressionante (sou do ramo…): são quatro mil exemplares mensais. Desses, 80% dos exemplares saem da editora com patrocinadores garantidos assim com anúncios personalizados e regionalizados. Uma parte vai para assinantes.
Os anúncios levam em conta a região a ser atingida e o perfil de quem paga o patrocínio.
QUEM DECIDE…
Resultado: a Revista Bonijuris chega hoje às mãos certas, de quem decide na área jurídica, ministros de tribunais superiores, desembargadores, juízes, advogados, ministério público, professores e profissionais do Direito.
O poder no Brasil de hoje está em boa parte nas mãos dessas pessoas que leem a revista.
É bom acentuar: nesses dias, independente de gostos ou desgostos políticos, o judiciário e o MP têm impressionante papel decisório do país, realidade que Queiroz, com sabedoria, captou há tempo, por puro bom senso (nunca fez curso de marketing).
COLÉGIO DE LEITORES
E mais se diga dos cuidados que Luiz Fernando de Queiroz vota a seu produto, que ele sabe dividir sucesso e ampliar a credibilidade da Revista Bonijuris. Assim, a publicação, com colaboradores de todo o Brasil, passa pelo ‘olhar de lince’ de um colégio de leitores. A parte acadêmica desse colégio opina pela qualidade e a oportunidade da publicação de cada texto. Os leitores não acadêmicos, examinam a revista do ponto de vista jornalístico e de repercussão geral.
Por último, mas não menos importante, esse meu ‘tipo inesquecível’ entrega ao mercado um outro produto de forte qualidade e prestador de utilidade pública – a Revista dos Condomínios, com 15 mil exemplares/mês.
No Brasil cada vez mais verticalizado, condomínios podem ser fontes de grandes negócios.
Mais que tipo empresarial e raro espírito, em Queiroz se ajusta bem a marca de homem impressionante. Uma raridade no Brasil de hoje.

