segunda-feira, 5 outubro, 2026
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Bidese chega aos 18 com arquitetura autoral e novos horizontes

Entre Espaços por Sumi Costa – Aos 18 anos, a Bidese comemora a maioridade com novos projetos no horizonte — e arquitetura e design no centro dos planos. A construtora curitibana prevê crescer cerca de 20% em 2026 e prepara sua chegada a Cuiabá, onde desenvolve, em parceria com o Grupo Maggi Locks, um complexo imobiliário com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões. A primeira etapa tem lançamento previsto para maio de 2027, com a proposta de reunir diferentes usos em um novo polo urbano.

Em Curitiba, um bosque privativo de mais de 11 mil m² dá o tom do Puro, no Ecoville, que teve sucesso de vendas ainda no pré-lançamento. Com 48 residências, o empreendimento aproxima os espaços de morar da paisagem, reunindo arquitetura do EMA e da CAAPA, interiores da Schuchovski e paisagismo de Gabriella Ornaghi e Bianca Vasone. Essa atenção à identidade de cada endereço também aparece nas formas orgânicas do Lemme, no Água Verde, e no Manhã, no Batel, onde o Studio Arthur Casas trabalha a luz natural e o convite a uma rotina mais tranquila.

O fio que conecta esses projetos é a liberdade de dar a cada um sua própria personalidade. “Não trabalhamos com a repetição de uma mesma fórmula. Cada empreendimento parte das características do terreno, do entorno e da maneira como as pessoas irão se relacionar com aqueles espaços”, explica Thiago Bidese, CEO da companhia. A proposta ganha corpo com a curadoria de mobiliário e peças autorais nas áreas comuns e com soluções de sustentabilidade pensadas desde a concepção. Para o próximo capítulo, a intenção é ampliar os endereços mantendo esse olhar atento à experiência de habitar. (Crédito da imagem : Bidese)

Mafalda dá as boas-vindas a um novo endereço argentino no Centro

Divulgação

Mafalda e Miguelito receberão os visitantes na entrada da nova Medialuna Sabores Argentinos, inaugurada em 29 de setembro no Centro de Curitiba. Os personagens dos quadrinhos ajudam a traduzir a identidade cultural da casa, instalada no térreo do TBG Studios, na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 35. No interior, um quadro reunirá memórias de clientes e amigos que visitaram a Argentina, incorporando experiências de viagem à ambientação. Fundada pelo argentino Abel Blumenkrantz, formado em Arquitetura, a marca aproxima gastronomia, referências afetivas e espaço: as medialunas serão assadas a cada duas horas, à vista do público, tornando o preparo parte da experiência.

O endereço também conecta essa proposta à transformação dos edifícios e dos usos do Centro. O TBG Studios ocupa o antigo Hotel Tibagi, que passou por retrofit e reúne 56 studios, além de espaços comerciais e áreas compartilhadas. Nesse encontro entre moradia, hospedagem e comércio, a nova loja contribui para movimentar o térreo e ampliar a relação do edifício com a rua. Com 18 lugares internos e previsão de outros 16 na área externa, a Medialuna cria um espaço de pausa e convivência em meio à rotina urbana, com Mafalda como uma das referências que conferem personalidade ao novo endereço.

Entre o tour virtual e a vista da janela

Divulgação

A busca pelo próximo endereço pode começar com inteligência artificial, tours imersivos e maquetes digitais, mas ganha outra dimensão quando o comprador atravessa a porta. É na visita que a luz natural, a distribuição dos ambientes e a relação com o entorno deixam de ser informações na tela e passam a fazer parte da experiência. Na Zireh Imóveis, que atua no segmento de alto padrão, a tecnologia apoia a análise e a seleção de imóveis conforme o perfil de cada cliente. “A tecnologia pode organizar informações, identificar padrões, pré-qualificar demandas e nos ajudar a chegar a uma seleção de imóveis mais aderente ao perfil do cliente”, explica Henrique Fukner, diretor administrativo da empresa.

Nesse encontro entre dados e desejos, o atendimento ajuda a entender o que faz um espaço combinar com determinada pessoa. Afinal, dois compradores podem buscar a mesma metragem no mesmo bairro, mas imaginar rotinas bastante diferentes: um procura privacidade; outro, ambientes para receber amigos. Para Ana Wippel, gerente de Marketing da Zireh, as ferramentas precisam facilitar essa leitura. “Um tour imersivo, uma maquete digital ou uma ferramenta de IA só tem valor quando ajuda o cliente a compreender melhor o produto e tomar uma decisão com mais segurança”, afirma. A tela ajuda a escolher o roteiro; a visita permite descobrir como seria viver ali.

Um encontro entre sóis, fios e arquitetura

Crédito: Raphael Dias

O sol ganha textura, relevo e novos sentidos na Galeria IDEE, que recebe, a partir de 7 de outubro, a exposição “Encontro Solar”, de Raphael Dias. Integrante do circuito da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, a mostra marca a primeira individual do artista em sua cidade natal. Nas tapeçarias, lã natural, algodão, sisal e franjas encontram o brilho do latão, criando um diálogo entre a maciez dos fios e a rigidez do metal. Círculos evocam o sol, enquanto listras traduzem o encontro entre dois corpos. “Essa exposição fala sobre o sol interior de cada um e também sobre a relação com o sol do outro”, conta Raphael, convidando o público a olhar de perto as camadas, cores e profundidades das peças.

A arquitetura também entra nessa conversa com cinco tapeçarias da série “Acrônico”, desenvolvidas em 2024 para o empreendimento Casa NOMAA e inspiradas em referências modernistas de Curitiba. A expografia, criada pelo artista em conjunto com André Nacli, diretor da IDEE Incorporadora, aproxima as obras do espaço e reforça as possibilidades de encontro entre arte e ambientes de viver. Com entrada gratuita, “Encontro Solar” segue até 23 de dezembro, ultrapassando o calendário da Bienal. A visita pode ser feita de segunda a sábado, das 9h30 às 18h, na Alameda Dom Pedro II, 439, no Batel — uma boa pausa na rotina para deixar a luz entrar por outros caminhos.

Menos espaço para máquinas, mais espaço para morar

Crédito: Francisco Gil

Nos apartamentos compactos, cada metro quadrado tem papel importante — e a lavanderia começa a ganhar um novo endereço: as áreas comuns do condomínio. Com máquinas de lavar e secar compartilhadas, os moradores podem liberar espaço dentro de casa e dispensar a compra e a manutenção dos equipamentos. A solução acompanha uma mudança nos projetos residenciais, que passam a distribuir parte das tarefas cotidianas entre o apartamento e a estrutura coletiva. Ao lado de coworkings, academias e mercados autônomos, as lavanderias ampliam as possibilidades de uso do edifício e ajudam a contornar um dilema conhecido de quem mora em espaços menores: onde colocar o varal?

É nesse movimento que o market4u amplia sua atuação para as lavanderias compartilhadas, com 50 unidades já comercializadas e a meta de ultrapassar 200 até o fim de 2026. Para Francisco Gil, gestor das lavanderias da empresa, a praticidade começa pela proximidade: “A lavanderia compartilhada permite que o morador tenha acesso a máquinas de lavar e secar sem ocupar espaço dentro do imóvel, além de não precisar investir na compra, instalação e manutenção dos equipamentos”. Enquanto as roupas ficam prontas, dá para voltar ao apartamento e seguir com o dia. Para a arquitetura, essa reorganização traz uma reflexão interessante: morar bem também depende de como os espaços se complementam, da porta de casa para fora.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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