
A persistência do nome do extinto Banco Bamerindus como uma das marcas ainda muito presente na vida paranaense – quando se responde sobre a questão bancos – tem sólidas e poucas explicações. A primeira, a maneira como o banco fundado por Avelino Vieira se inseriu na vida paranaense, das pequenas às grandes cidades.
Os programas culturais patrocinados pelo banco, assim como o apoio que deu maciçamente a iniciativas de cunho social e comunitário, foram outros fatores notáveis para a permanência da marca, tal como identificada pela avaliação da revista Amanhã, de Porto Alegre. A pesquisa foi abordada nesta coluna, ontem.
Não tenho dificuldade em classificar o trabalho de superior qualidade desenvolvido pelo publicitário Sérgio Reis – com o apoio de notáveis homens de marketing como Eloi Zanetti – entre ações continuadas que fizeram do Bamerindus algo quase “imorredor”. Quem não se lembra do “Bicho do Paraná” e da série de TV “Gente que Faz”?
BAMERINDUS (2)
Acrescento a essas ações do Bamerindus o Projeto Memória Paraná, o mais amplo e consistente projeto de entrevistas com personalidades paranaenses do século 20. Foram cerca de 300 gravações em DVD, feita por uma equipe de bom conhecimento do Paraná de hoje: jornalistas Freitas Neto, Hélio Puglielli, Luiz Geraldo Mazza, Renato Schaitza, Aramis Millarch. Fui parte do grupo. O acervo do Memória Paraná Bamerindus pertence, exclusivamente, ao Museu da Imagem e do Som.
