Assessoria – O Complexo do Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR) recebeu um importante reforço para o Centro Neurológico: a doação do sistema de neuronavegação StealthStation S8, da Medtronic. O equipamento, orçado em cerca de R$1,5 milhão, foi adquirido pela Associação dos Amigos do HC com recursos provenientes da MegaMania, consolidando uma parceria vital para a saúde pública.
O novo dispositivo substitui um modelo com quase dez anos de uso, que já era considerado ultrapassado. O neuronavegador atua como um guia de alta precisão em tempo real, permitindo que cirurgiões localizem estruturas cerebrais com exatidão por meio de exames de imagem, o que aumenta drasticamente a segurança dos procedimentos.
O presidente da Associação dos Amigos do HC, Ercílio Santinoni, ressalta a importância do repasse. “Toda vez que conseguimos fazer uma entrega desse porte, temos a certeza de que muitas vidas serão impactadas. É mais dignidade no atendimento, diagnósticos mais rápidos e maiores chances de cura. Estamos muito felizes com mais essa contribuição, que beneficiará a comunidade”, comemora Santinoni.
Fim da fila e novos tratamentos
Atualmente, o HC realiza cerca de 40 neurocirurgias mensais, das quais 40% necessitam desta tecnologia. Além de otimizar cirurgias de tumores e epilepsia, a grande novidade é a inclusão de um software para Estimulação Cerebral Profunda (DBS), funcionalidade que o aparelho antigo não possuía.
Simone Zanine, chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Clínicas, explica qual será o impacto direto na vida dos pacientes. “Na fila neurocirúrgica existem cerca de 25 pacientes portadores de tumores cerebrais e patologias vasculares que se beneficiarão do novo equipamento. O mais importante é a colocação de um software para DBS (estimulador profundo cerebral) para tratamento de Doença de Parkinson ou outros distúrbios de movimento, que não tínhamos no aparelho antigo”, afirma.
A médica explica ainda que a doação permitirá que o hospital realize procedimentos que antes eram encaminhados para outras unidades: “Antigamente esses pacientes graves que precisavam desse procedimento eram encaminhados para outros hospitais. Agora o Hospital de Clínicas pode começar a fazer o procedimento”, conclui a especialista.
