
Apesar de constarem no Plano Nacional de Imunização como parte do primeiro grupo a ser vacinado por estarem institucionalizadas, 37 pessoas com deficiência que vivem nas casas lares da APAE de Curitiba só receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta segunda-feira (19). O grupo havia sido “deixado para trás” em função de um equívoco da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. A falha foi corrigida após o Ministério Público do Paraná ter sido notificado do caso pelo Senador Flávio Arns.
A APAE de Curitiba e o próprio senador haviam tentado resolver o problema junto à Secretaria Municipal de Saúde, mas não obtiveram êxito. “É de nosso conhecimento que as vacinas estão chegando em pequenas quantidades, porém esse Grupo Prioritário já deveria ter recebido a vacina e nesse sentido, venho solicitar providências para que a Secretaria seja obrigada a separar no primeiro lote de vacinas que receber a quantidade necessária para imunizar essas pessoas com deficiência e seus cuidadores”, disse Arns em ofício ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia.

COBRANÇA
Desde o ano passado, Arns tem cobrado do governo federal agilidade na vacinação de pessoas com deficiência e com doenças raras contra a Covid-19. O senador tem tratado do assunto diretamente com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, com quem esteve reunido no início de abril para pedir ampla divulgação sobre as informações referentes à vacinação deste público. “O Ministério da Saúde precisa tranquilizar as famílias que aguardam uma informação clara sobre quando estas pessoas serão vacinadas. Temos recebido manifestações de todas as áreas de deficiência e de doenças raras e sabemos a necessidade de que este público seja imunizado com urgência”, afirmou o senador na ocasião.
