sábado, 21 fevereiro, 2026
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Antonio Nunes Nogueira, nossa perda

Antonio Nunes Nogueira
Antonio Nunes Nogueira

Morreu às 11 horas de quinta-feira, 19, o jornalista Antonio Nunes Nogueira, que por decênios dirigiu o diário Gazeta do Povo. Estava aposentado.

Antoninho, como era chamado pelos amigos, foi sempre um conciliador, ser humano com capacidade de dirigir a redação de um jornal que por dezenas de anos bem refletiu a sociedade curitibana abrangente. Nessa “arte” ele foi fiel discípulo de seu mestre, o empresário e jornalista Francisco da Cunha Pereira Filho, de quem foi seguidor e realizou um papel especialíssimo: era ‘olhos e ouvidos do rei’. E para chegar a esse ponto de afinidade com Francisco, conhecia perfeitamente o ideário do construtor (com Edmundo Lemanski) do Grupo RPC.

ANTONIO NOGUEIRA (2)

Uma das regras que Antonio Nunes Nogueira levava às últimas consequências era fazer o jornal refletir Curitiba. Um reflexo que teria de ser, tanto quanto possível, de linha muito positiva, construtiva, compromissada com a alma do Paraná.

Há pelo menos dois anos Antoninho enfrentava sérios problemas de saúde, gerados por deficiências cardíacas e pulmonares. A UTI do Hospital Marcelino Champagnat o acolheu por várias vezes.

Nas últimas semanas, sua vida estava por um fio, os médicos apresentando poucas esperanças de que se recuperasse.

Era casado com Nilce, com a qual formou um casal inseparável.

Deixa os filhos Luciana (jornalista), Luiz Antonio (engenheiro), Elizabeth Nogueira Passos (juíza de Direito) e Adriana (advogada). Eram seus genros o jornalista Gladimir Nascimento e Jorge I.Calmon Passos (advogado).

Bom companheiro, era respeitado pelos jornalistas de sua geração, com os quais mantinha uma rede de permanente relacionamento. Era o líder de um grupo de comunicadores que se reunia semanalmente para almoçar e confraternizar, do qual faziam parte João José Werzbirzki, Bernardo Bittencourt, Eloi Zanetti, Luiz Julio Zaruch. Por algum tempo, o grupo contou com a assiduidade de Celso Ferreira do Nascimento e Luiz Renato Ribas.

Antonio Nogueira foi sepultado na sexta, 20, no Cemitério Água Verde.

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