
Morreu às 11 horas de quinta-feira, 19, o jornalista Antonio Nunes Nogueira, que por decênios dirigiu o diário Gazeta do Povo. Estava aposentado.
Antoninho, como era chamado pelos amigos, foi sempre um conciliador, ser humano com capacidade de dirigir a redação de um jornal que por dezenas de anos bem refletiu a sociedade curitibana abrangente. Nessa “arte” ele foi fiel discípulo de seu mestre, o empresário e jornalista Francisco da Cunha Pereira Filho, de quem foi seguidor e realizou um papel especialíssimo: era ‘olhos e ouvidos do rei’. E para chegar a esse ponto de afinidade com Francisco, conhecia perfeitamente o ideário do construtor (com Edmundo Lemanski) do Grupo RPC.
ANTONIO NOGUEIRA (2)
Uma das regras que Antonio Nunes Nogueira levava às últimas consequências era fazer o jornal refletir Curitiba. Um reflexo que teria de ser, tanto quanto possível, de linha muito positiva, construtiva, compromissada com a alma do Paraná.
Há pelo menos dois anos Antoninho enfrentava sérios problemas de saúde, gerados por deficiências cardíacas e pulmonares. A UTI do Hospital Marcelino Champagnat o acolheu por várias vezes.
Nas últimas semanas, sua vida estava por um fio, os médicos apresentando poucas esperanças de que se recuperasse.
Era casado com Nilce, com a qual formou um casal inseparável.
Deixa os filhos Luciana (jornalista), Luiz Antonio (engenheiro), Elizabeth Nogueira Passos (juíza de Direito) e Adriana (advogada). Eram seus genros o jornalista Gladimir Nascimento e Jorge I.Calmon Passos (advogado).
Bom companheiro, era respeitado pelos jornalistas de sua geração, com os quais mantinha uma rede de permanente relacionamento. Era o líder de um grupo de comunicadores que se reunia semanalmente para almoçar e confraternizar, do qual faziam parte João José Werzbirzki, Bernardo Bittencourt, Eloi Zanetti, Luiz Julio Zaruch. Por algum tempo, o grupo contou com a assiduidade de Celso Ferreira do Nascimento e Luiz Renato Ribas.
Antonio Nogueira foi sepultado na sexta, 20, no Cemitério Água Verde.
