
Foi um empresário americano, de passagem por Curitiba, quem chamou a atenção de um colega sobre o potencial turístico da Operação Lava Jato. Ele mesmo possui uma larga experiência em narrar momentos marcantes da história dos Estados Unidos, como o assassinato de John Kennedy, levando turistas ao local em Dallas, no Texas, contratando atores, e criando cenários idênticos à época, como o do depósito da livraria onde Lee Harvey Oswald disparou os tiros fatais.
ANONIMATO
O empresário, que não quer seu nome divulgado, diz que o tour na República de Curitiba poderia contemplar uma visita à carceragem da Polícia Federal para depois percorrer os quilômetros que ligam a capital a Piraquara, onde está localizado o Complexo Médico Penal e encenar até a história de José Dirceu, um dos hóspedes do complexo, cuja ligação umbilical com o Paraná remete ao período do regime militar. O roteiro incluiria ainda visitas a endereços famosos como o da Justiça Federal, onde despacha o juiz Sérgio Moro, e o de denunciados famosos, como Marcelo Odebrecht e tantos outros.
MUSEU DE CERA
Para o americano, uma vez que a Operação Lava Jato segue a todo vapor e em breve pode levar à prisão políticos de alto coturno, o leque de possibilidades a ser aberto é tão grande quando o do famoso Museu de Cera de Madame Tussauds. E as viagens entre os locais de visita seriam feitas em um ônibus personalizado, com vista panorâmica, ar condicionado, serviço de bordo e luzes que imitam a das operações da PF em dia de prisões e conduções coercitivas.
JAPONÊS DA PF
Afora isso, há sempre a possibilidade de investir em uma grande variedade de souvenirs como o boneco do Japonês da Federal, o de Sérgio Moro, a cueca de dólares em vários tamanhos e cores, o par de algemas da Lava Jato, os bonecos infláveis de Lula e Eduardo Cunha, o guardanapo de restaurante de Sérgio Cabral e assim por diante.
Diz o empresário: “Só não ganha dinheiro quem não quer”. Dinheiro lícito, é claro.
