quarta-feira, 6 maio, 2026
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Alvaro Dias: de malas prontas para o ‘Podemos’

Jânio Quadros e Hugo Borghi: notáveis do PTN histórico
Jânio Quadros e Hugo Borghi: notáveis do PTN histórico

O senador paranaense Alvaro Dias está de malas prontas para transferir-se para o Podemos, a nova denominação de uma velha sigla da política brasileira: o PTN. Filiado ao Partido Verde desde o ano passado, Alvaro desencantou-se. Viu uma legenda à míngua com vícios que estão longe da bandeira ambientalista que singra o mundo. Não à toa os principais expoentes dos “verdes” no país, entre eles Fernando Gabeira, pegaram o boné antes da derrocada. (No momento, fala-se que até o ministro Zequinha Sarney deixará o PV).

Alvaro mal chegou e também deve sair. Desde o ano passado, discute sua filiação com a deputada federal Renata Abreu, 35 anos, presidente nacional do PTN-Podemos.

SOPA DE LETRAS

O PTN (Partido Trabalhista Nacional) integra a sopa de letras da política partidária brasileira. Fundado em 1945, refundado em 1995, a legenda teve apenas um nome de expressão: Jânio Quadros eleito à presidência da República em 1960.

Outro nome de relativa expressão foi o de Hugo Borghi, de São Paulo, que fundou o PTN.

YES, WE CAN

Em entrevista para o livro “Encontros do Araguaia”, organizado por este jornalista, em dezembro do ano passado, Alvaro disse que a sigla tem menos do partido homônimo da Espanha e mais da inspiração democrata contida no slogan de campanha de Barack Obama (“Yes, We Can”).

NO MÍNIMO, UM LIVRO

Na semana passada, o PTN usou o horário de propaganda partidária na TV e no rádio para lançar o novo nome da legenda. Se confirmar a sua filiação, Alvaro Dias deverá ser o candidato à presidência da República, contando com o apoio de um número maior de pequenas e médias legendas em virtual coligação. Trata-se de uma aposta do senador.

FAZER ALIANÇAS

Ao contrário do que vem sendo divulgado na imprensa, a hipótese de Alvaro disputar o governo do Paraná caso o seu projeto presidencial não vingue, é nula. O senador, que tem mais cinco anos de mandato à frente, diz que as condições impostas pela família (a mulher e os dois filhos) já estão definidas. O primeiro passo é tornar-se uma alternativa viável nas eleições. O segundo passo é estabelecer alianças. Se não conseguir vencer, volta para casa e escreve um livro. Qualquer possibilidade de disputar o governo contra o irmão Osmar Dias (PDT), portanto, está fora de questão. Ao longo de sua carreira política eles jamais concorreram ao mesmo cargo em um mesmo pleito. “Irmão apoia irmão”, diz Alvaro. É o que irá se repetir em 2018.

PREFERIDO NO PARANÁ

Fernando Gabeira: “adeus ao PV”
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Sondagem realizada pela Paraná Pesquisas com eleitores do estado, em novembro do ano passado, mostrava o senador liderando as intenções de voto na disputa à presidência da República. Alvaro figurava à frente inclusive de caciques do PSDB como Aécio Neves e Geraldo Alckmin, e também de Lula, em dois cenários em que o nome dos tucanos se alternavam na pesquisa estimulada.

No primeiro, o senador paranaense aparecia com 32,4% da preferência do eleitorado, seguido de Aécio Neves, com 16,1%, e de Lula, 11,6%. No segundo cenário em que o nome de Aécio Neves é substituído pelo de Geraldo Alckmin, Alvaro lidera com 33,6%. Em seguida aparece Alckmin, com 14,7%, e Lula, 11,4%.

O Podemos diz tudo sobre a chance de Alvaro Dias chegar à presidência da República. Talvez ele possa.

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