
Pastor Marciano apresentou à Câmara de Curitiba, e teve parecer favorável da relatora, vereadora Sargento Guerrero, projeto que instituiu uma data para combate à chamada Cristofobia em Curitiba.
Acho que é excesso do legislador, pois a matéria – direito ao livre exercício de religião – está contemplado na Constituição do país. De qualquer forma, a proposta deve ser transformada em lei. Mas com palavra da oposição. Tal como fez a vereadora Carol Dartora (PT), que disse ser desnecessária a preocupação com a chamada Cristofobia no país onde 81% se declaram cristãos.
Carol, neste ponto, puxou a discussão para uma realidade que tem de ser observada, especialmente pelos cristãos: a perseguição que sofrem, no Brasil, as religiões de matrizes africanas. São muitas as queixas que umbandistas e outros ritos afro apresentam de perseguições. E apontam grupos evangélicos como perseguidores.

EM CURITIBA
Dartora tem razão quanto às matrizes africanas sendo perseguidas. Mas não é o caso de Curitiba, onde pelo menos um enorme terreiro de umbanda – Pai Maneco-, comandado pela jornalista Lucilia Guimarães, reúne sem problemas milhares de fieis diariamente.
E olha que a clientela do Pai Maneco é democrática: grande numero de desembargadores e juízes, deputados, professores, empresários, dondocas do society, e gente do povo.
A esse propósito sugiro a leitura do livro “Oração de Traficante”, de autoria de socióloga da Universidade Federal Fluminense.

