quarta-feira, 15 julho, 2026
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ACOMPANHE OS “PECADOS CAPITAIS” QUE CONDENAM O MUNDO DO ALCAIDE

Um dos maiores deles, a “proteção” dispensada ao ICI, que ganhou R$ 392 milhões em contratos

Vanessa Volpi Bellegard, procuradora do Município de Curitiba

Em recente abordagem deste espaço sobre o ICI-Instituto Cidades Inteligentes (sucessor do Instituto Curitiba Informática, do mesmo dono) ficou demonstrado como a gestão Rafael Valdomiro Greca de Macedo foi benevolente em contratos e acordos judiciais, os quais eram favoráveis ao Município e aos contribuintes de Curitiba, no entanto, se tornaram favoráveis à organização social (???) responsável pelo mecanismo de controle e arrecadação do Município.

O ICI, além do acordo, conseguiu contratos de R$ 391.828.972,67 (TREZENTOS E NOVENTA UM MILHOES, OITOCENTOS E VINTE E OITO MIL E NOVECENTOS E SETENTA DOIS REAIS), quase meio Bilhão.

Também de grande repercussão financeira, o alcaide fez acordos com os donos do transporte coletivo, postergando uma renovação da frota e aumentando a passagem para valores exorbitantes, mesmo com o subsídio praticado com dinheiro público.

Para isto, sentou-se em Clube privado, em local reservado, para conversar com o representante da família dona dos transportes coletivos. Por que não pôde o capo do transporte se dirigir ao chefe do executivo com uma reserva na agenda, em seu gabinete, lugar público de atendimento dos munícipes?

Neste aspecto a sauna também seria, e ainda é, um bom lugar para uma conversa reservada, pois lá no vapor, a pouca roupa evita os aparatos eletrônicos que muito tiram a privacidade de uma conversa pouco republicana.

Explica-se: Não são todos os que conseguem acordos em ações de ordem tributária ou cível com o Município. Isto pode depender dos anseios daqueles íntimos desejos que muitas vezes são representados pelos pecados capitais. Acompanhe os pecados dentro da realidade da Prefeitura no consulado do alcaide Rafael Valdomiro:

1- LUXURIA

O desejo passional e egoísta é umas representações da luxuria, que impede, por exemplo, a análise de eventual acordo com o Estado do Paraná, Fomento e Clube Athletico para encerrar demandas judiciais que podem onerar os cofres públicos.

Mas onde estaria essa passionalidade???

Poderia o “consiglieri”, que já foi presidente do Coxa, ter dado uma ordem a sua representante para que não realizasse um acordo? Mesmo que favorável ao Município e ao interesse coletivo? Quero acreditar que não; isto embora muitos, inclusive no Gabinete de Greca, pensem o contrário.

E exponham, discretamente, seu pensamento a respeito, evitando, assim, trombar “com poderosos”, como diz uma advogada ligada à Secretaria de Governo. Ela é dedicada observadora do que acontece ao seu redor (e a tudo anotando em seu ‘diário), como medida de precaução, como diz a esta coluna:

– Nunca se sabe o que o amanhã nos reserva…

Segundo outro servidor da mesma Secretaria de Governo, torcedor do Paraná Clube, a ‘Senhora Vanessa Volpi também tem a mesma preferência futebolística do seu ex-patrão’. O que se indaga, então, são quais os motivos que travam o eventual acordo que envolve o Estado e o Clube Athletico Paranaense?

A questão já foi notícia com detalhes no Blog do Mafuz. Confira: https://www.tribunapr.com.br/blogs/augusto-mafuz/

Blog do Mafuz

TENDA JURÍDICA

A ‘tenda jurídica’ de Rafael Valdomiro, formada e subordinada ao seu “consiglieri” e capo potente, mais conhecido nos corredores por duas letras GG, é quem dá o amparo a algumas atitudes questionáveis quanto à moralidade.

Questionáveis, frise-se bem.

O gosto do alcaide e os interesses pessoais do Capo potente representado pela procuradora Vanessa Volpi Bellegard são escolhidos a dedos, pois não são todos os acordos que são aceitos pela chefe mor da Procuradoria do Município, órgão que estaria em decomposição, segundo opinam funcionários até do primeiro escalão da Prefeitura.

QUEM REGULA ACORDOS?

Neste aspecto, seguem questionamentos:

a) Quais são os regulamentos que regem os acordos no âmbito do Município de Curitiba?

b) Existe algum Órgão Responsável pela análise desses acordos?

c) Quem fiscaliza a realização destes acordos?

d) Quem promove o controle de legalidade?

e) Quando existe prejuízo ao erário, quem apura esse prejuízo?

2- A ‘AVARITIA’ – AVAREZA

É notório que acordos mais prejudiciais ao Município e que envolvem cifras milionárias já ocorreram, sob a justificativa de evitar riscos nem sempre relacionados. Neste sentido a avareza é o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro. Desta forma, a administração do alcaide é avarenta, pois onera os contribuintes com mais aumento de impostos, tarifa do ônibus mais cara, apropriação de verba do fundo de aposentadoria dos servidores e ações nitidamente arrecadatórias como o radar e o futuro aumento do ESTAR.

3- A GULA

Um sapiente juiz, que por anos atuou na área eleitoral, me dizia neste final de semana:

“Numa decisão como a essa do TCE sobre matéria de tão grande porte, como o radar, que envolve suposta “especialidade exclusiva”, é preciso saber ler as entrelinhas do texto…”

E mais: a gula do alcaide por recursos também é insaciável.

Lembre-se que estão sendo realizados vários empréstimos que irão endividar as futuras gerações, e o alcaide assim se manifestou sobre o assunto, em um evento: “Vou gastar tudo, os outros que paguem”, representando a gula insaciável e negligente.

4- “VANITAS” – A VAIDADE

Para este pecado capital, a vaidade, nem precisamos tecer muitos comentários, pois o ‘Rei Sol das Araucárias’ não pode ser contestado e nem criticado, tudo pode e tudo manda fazer. Talvez até por isso expliquem-se os 40% de rejeição que ele tem no eleitorado, segundo pesquisa da Paraná Pesquisas publicada neste ano. A maior rejeição do alcaide está no público feminino…

5- A IRA

A crítica a qualquer ato administrativo do alcaide desperta outra marca negativa do prefeito, a ira, que o faz ter faniquitos e colocar todos os seus agentes e assessores políticos a monitorar e decapitar servidores e eventuais críticos d e sua “obra”.

Uma das medidas de “vigilância policialesca” mais recentes foi determinada por Rafael Greca com a nomeação de um coronel da reserva da PMEP para o trabalho de “inteligência” da Prefeitura.

Lotado no gabinete do alcaide, o militar é ubíquo, pretende a tudo ver, ouvir e interceptar… É um sátrapa, olhos e ouvidos do rei.

) Ney Leprevost, Caroline Arns, delegado Francischini, Goura, Gustavo Fruet: no páreo de 2020

OS “ESPECIAIS”

A “Tenda jurídica” e os assessores “especiais” de Rafael estão em toda a parte, monitorando e levando à cúpula as informações captadas com o uso da tecnologia do ICI e das pressões sobre fracos servidores realizadas pelo grupo de elite, responsável por proteger “a honra do alcaide”.

7- A PREGUIÇA

É representada pelos vários ‘aspones’ do alcaide. Nunca se viu tantos sem efetiva função. Não revelam qualquer expertise para o trabalho…

Muitos deles são conhecidos pela diligência com que prestam reverências a Greca em ocasiões como as festas da Chácara São Rafael…

Aliás, próximo ao gabinete existem muitos aspones esquivando-se do serviço. Mas estão prontos, de prontidão, quando se trata de servir ao Rei Sol das Araucárias, colocando e tirando suas meias, por exemplo…

Neste aspecto, Lucas Navarro, o valet de chambre, é um guerreiro destemido, que recebe seu salário de R$17.000,00 ou mais, além de mordomias da corte, para servir o grande ‘monarca’ desejoso de sua companhia. E tem uma bela camioneta Hillux da Cotrans a servi-lo e, às vezes, direito até a motorista e segurança.

A INVEJA

A inveja aqui é representada pelo desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem. Nesse sentido percebe-se sempre que o prefeito Rafael Valdomiro nega-se a reconhecer a qualquer outro membro da prefeitura a autoria de qualquer boa ideia.

Os técnicos da municipalidade têm ideias sequestradas pelo alcaide como se fosse ele o mentor intelectual da cidade e de tudo que orbita na República de Curitiba.

O ego do alcaide é imensurável; sua inveja a outros profissionais faz o Cerimonial da Prefeitura ter que cortar as referências a colegas de trabalho do alcaide.

Assim vai surgindo uma rejeição inabalável que pode pavimentar mais que o asfalto da Greca Asfaltos.

Pode pavimentar uma eleição concorrida e disputada em que já se apresentam nomes fortes, como Ney Leprevost, Caroline Arns, delegado Francischini, Goura ou Gustavo Fruet…

ICI: privilégios
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