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Acervo da Evangelizar reúne mais de 100 relíquias católicas

Fotos: Divulgação/AEP

Assessoria – Em um ambiente de fé e devoção, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e de Jesus da Santas Chagas, em Curitiba, está um dos acervos religiosos mais significativos do Brasil: as relíquias da Associação Evangelizar É Preciso. A instituição sem fins lucrativos, fundada em 2005 pelo Padre Reginaldo Manzotti para promover a evangelização pelos meios de comunicação, já conta com 123 itens que conectam os fiéis à história da Igreja e às vidas de santos e beatos. Mas o que são relíquias e por que exercem tamanho fascínio sobre os cristãos?

O que são relíquias e por que são importantes?

Relíquias são objetos ligados a santos e beatos, preservados para veneração. Seu significado espiritual remonta às primeiras décadas do cristianismo, quando fiéis passaram a guardar restos mortais ou pertences de martirizados por sua fé. Segundo a tradição, a primeira relíquia foi composta por ossos e cabelos de São Policarpo, bispo e discípulo de São João, queimado vivo no século II.

Na tradição católica, as relíquias são classificadas em três graus. As de primeira classe são partes do corpo do santo, como ossos, cabelos, carne ou sangue. As de segunda classe são objetos pessoais do santo, como roupas, bastões ou pedaços do caixão. Já as de terceira classe são tecidos ou objetos que tocaram uma relíquia de primeiro grau.

De acordo com o missionário da Obra Evangelizar, especialista no tema, Ironi Spuldaro,onde está a relíquia de um santo, aí está o Evangelho vivo. Aquela pessoa só se tornou santa porque viveu uma alta medida de fé. A relíquia nos reporta sempre a Jesus“, diz.

O acervo

No Santuário, as relíquias estão guardadas de maneira segura e são expostas em datas especiais. A intenção da Evangelizar é transferir o acervo para a “Sala dos Milagres” e o “Museu da Evangelizar”, do Centro de Evangelização da Obra, que será construído em Piraquara, permitindo que os fiéis possam ter acesso às peças.

O interesse em reunir um acervo tão expressivo surgiu em 2014, quando o Padre Reginaldo e membros da Obra visitaram a Capela das Relíquias no Vaticano. Inspirados pela devoção dos peregrinos, eles decidiram iniciar o processo de solicitação de relíquias a instituições que as dispersam pelo mundo. Desde então, a coleção cresceu, reunindo itens de santos, beatos e de locais sagrados, como a Terra Santa e lugares de aparições marianas.

Segundo Ironi Spuldaro, a Associação tem um papel fundamental na preservação dessas relíquias, garantindo que sejam tratadas com o respeito devido. “Quem tem uma relíquia se torna guardião dela. Hoje, vemos muitas pessoas banalizando e até comercializando essas peças, o que é um sacrilégio. Por isso, nosso compromisso é cuidar destes itens com zelo e amor“, reforça.

A conservação segue padrões rigorosos, especialmente para relíquias de primeiro grau, que exigem um ambiente adequado de temperatura e umidade. A equipe responsável é treinada para garantir que esses fragmentos de história e espiritualidade permaneçam intactos para as futuras gerações.

Santos cujas relíquias fazem parte do acervo

Carlo Acutis
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