
Se antes poderiam até ter estado em frentes de lutas diferentes, o ex-deputado federal Abelardo Lupion, hoje presidindo a COHAPAR, do Governo do Estado, agora se alinha – discretamente, é certo – entre os principais aliados, na parte das alas chamadas “conservadoras”, em defesa do nome de Luiz Fachin para que seja aprovado pelo Senado como ministro do STF.
A informação, aparentemente guarda duas surpresas: a primeira, o suposto distanciamento ideológico entre Fachin e Lupion; a segunda, o fato de Abelardo Lupion não mais ser deputado federal (DEM), o que, teoricamente, o deixaria distante do centro das grandes discussões do parlamento.
Mas a verdade é esta mesmo: a grande madrinha de Fachin – além da presidente Dilma – é a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, cuja trajetória como líder ruralista e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, constitui um grande aval à “ortodoxia democrática de Fachin”, como dizia ontem à coluna, por telefone, de Brasília, um dos mais acatados conselheiros da senadora licenciada.
Pois é ela, Kátia, com toda sua autoridade de ruralista conservadora que está aparando eventuais arestas na banca ruralista do Senado em favor de Fachin. Um dos nomes já por ela convertidos à causa do paranaense foi o senador Eunício Oliveira (PMDB/CE).
Seu alvo agora é ampliar o apoio de Abelardo Lupion, dono de “enorme capital político deixado nos meios legislativos em Brasília”, no trabalho de convencimento do nome de Fachin junto a um líder que, em princípio, reage muito ao jurista de Curitiba: o senador Caiado, de Goiás.
Mas o certo é que o apoio de Lupion “tem sido inestimável” junto a outros senadores, assegura a mesma fonte, muito confiante no trabalho de Kátia Abreu.
