
Amanhã, na semana que vem.
A frase é literária porque remete ao último dia de maio. Dia em que a Gazeta do Povo, o jornal centenário, inscreve o The End em sua versão impressa.
Este espaço jornalístico foi o primeiro a registrar os sinais de que algo acontecia além dos muros do prédio histórico na Praça Carlos Gomes, sede do jornal. Surpreendeu-se com as reações, algo brandas, algo incisivas, algo consternadas. E mais ainda com as negativas de alguns jornalistas e empresários.
MUNDO DIGITAL
Natural. Há sempre resistência ao novo e a Gazeta do Povo está disposta a incursionar pelo mundo digital porque vê nele uma possibilidade palpável de sobreviver. Claro que não será fácil. Claro que atravessará dias de tormenta. Mas esperemos que deixe as nuvens carregadas e plúmbeas para trás e renasça como o melhor jornal digital do Paraná. É no que aposto.
NOVO ENDEREÇO
O que se sabe é que a despedida do tradicional jornal impresso será ampla e irrestrita. Nem o prédio histórico da Praça Carlos Gomes será mantido como parte da editora. Há anos – fato conhecido por poucos – aquele imóvel de interesse histórico já não mais pertence aos herdeiros de Francisco da Cunha Pereira Filho. Seu dono é o empresário Mariano Lemanski, sócio dos Cunha Pereira na RPC.
