
O volume 11 do meu livro Vozes do Paraná, a ser lançado em noite festava dia 12, na Sociedade Garibaldi, entre as muitas surpreendentes rememorações que faz em torno da vida e obra dos perfilados, registra um marco de Fernando Xavier Ferreira. Deu-se quando ele, por ano e meio, presidiu a Itaipu Binacional, substituindo Ney Braga, como diretor geral.
ALQUIMIA?
A “mágica” que conseguiu a redução de 51,6% das despesas da empresa binacional, dela não gosta de falar.
Aquilo que Xavier Ferreira executou, podemos chamar de austeridade administrativa. A economia significou beneficiar os cofres da Itaipu em R$ 164,9 milhões, entre o orçamento de 1990 e o que aprovou para 1992.
Deve ter encontrado enorme resistência nos quadros da empresa, mas nada fala sobre isso. É um ser absolutamente discreto esse Fernando Xavier Ferreira. Ele presidiu a Telepar e foi ministro das Comunicações no Governo FHC.

EXCELÊNCIA DE FERNANDO XAVIER (2)
A matéria enfocando a vida e obra de Fernando Xavier ganha novos acentos neste momento em que o Brasil denuncia o acordo que assinou com o Paraguai, e pelo qual o governo de Assunção passaria a pagar mais caro pela compra da energia sobrante do país guarani.
O que se diz em meio palacianos de Brasília é que Jair Bolsonaro, ao decretar paz a um assunto que tantas repercussões têm no Paraguai, quer mesmo é preservar o mandato de Benitez, o presidente, nome precioso diante da possibilidade de a oposição a seu amigo Macri ganhar as eleições na Argentina. Não quer ficar só no MERCOSUL, já que a oposição uruguaia caminha para a esquerda.
