
Não dê a Lula o que ele não quer e tudo o que ele não quer é solidariedade.
Na doença de Marisa Letícia Lula da Silva pregou-se a tolerância e não podia ser diferente, diante da ameaça de que as redes sociais fossem tomadas pela “voz dos imbecis”, como dizia Umberto Eco sobre a internet.
Mensagens que, diga-se, são dignas de execração e há que se criar mecanismos, não de controle, a web é democrática e livre, mas de criminalização aos que, julgando-se “protegidos” pelo anonimato, possam dizer o que quiser ou falsear uma notícia sem que nada os atinja. Nem mesmo as barras da lei. Nem mesmo o raio que os parta.
“CANALHAS”
Dito isso, o que se viu foi Luiz Inácio da Lula da Silva, em seu ambiente em São Bernardo Campo, apontando o dedo para aqueles a quem considera culpados pela morte de Marisa Letícia. E quem são eles? Os “canalhas”. Os “maldosos”.
“Na verdade, Marisa morreu triste. Porque a canalhice que fizeram com ela… E a imbecilidade e a maldade que fizeram com ela… Eu vou dedicar… Eu tenho 71 anos, não sei quando Deus me levará, acho que vou viver muito porque eu quero provar que os facínoras que levantaram leviandade com a Marisa tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela”.
FHC E TEMER
Lula foi visitado por Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Michel Temer, entre outros e chegou a falar da necessidade de um diálogo amplo e de uma grande conciliação. Alçado ao palanque em que o PT fazia uma aparição rara, com bandeiras vermelhas, e cartazes de saudação ao líder, voltou ao velho sanfoneiro esquerdista: o “nós” e o “eles”. Nós os inocentes, as vítimas. Eles, os culpados, canalhas.
Se assim ele espera vencer a eleição, em 2018, estamos conversados.
