Tenho certeza que a nova bancada federal do Paraná terá pelo menos um deputado de grande perfil. Seu nome sempre esteve, nas vezes anteriores que ocupou cadeira em Brasília, entre os mais influentes do Congresso segundo avaliação do DIAP. É Ricardo Barros.
Há duas grandes surpresas na bancada federal: uma, o jovem que não conheço, mas do qual tenho referências de que seria um parlamentar em ampla ascensão: Aliel Machado, de Ponta Grossa.
Ele começou a surpreender na sua cidade, ao se eleger vereador em 2012, e, já no primeiro mandato, ao ser eleito presidente da Câmara Municipal. Agora ficou entre os bem votados da nossa bancada federal.
A segunda, mas não menos surpreendente, foi a eleição de Christiane Yared, cuja impressionante votação de 200 mil sufrágios a fez superar deputados de longa tradição na vida pública, como é o caso de Alex Canziani.
A questão a indagar é se Yared (membro Igreja do Evangelho Quadrangular) será uma parlamentar trabalhando por efetivas bandeiras (ela diz que é educação para o trânsito) ou se seu mandato foi uma maneira de armar-se, para enfrentar “inimigos poderosos”? Ela disse, ao se ver bem eleita, em outras palavras, que agora sim, teria meios de enfrentar de igual para igual os que quiseram calá-la.
Referia-se à causa que deve ter sido a grande responsável por sua eleição: procurar levar aos tribunais o suposto culpado pela morte trágica, em acidente automobilístico, de seu filho.
Essa perda de Cristina, pessoal e dolorosa, não pode travestir-se em causa pública. Mas, se souber trabalhar a tragédia pessoal, ela poderá municiar o legislativo de elementos de que previnam a geração de novas tragédias no trânsito.
