
Quando a Arena do Atlético foi inaugurada, em 1999, tornou-se um estádio-referência no país. Foi a partir de sua estrutura e sua organização que as arenas da Copa do Mundo de 2014 ergueram-se em várias capitais. O problema é que a Arena da Baixada, como é conhecida, tornou-se menos do torcedor e mais de seus dirigentes. A certa altura, decidiu-se que a grama seria a mesma daquela do estádio de Wembley, na Inglaterra. Mas esqueceram de combinar com o clima. A grama inglesa poderia vicejar no Reino Unido, jamais em terra de sol e chuva. De longe parecia um campo de várzea. De perto também.
TAPETE VERDE
Tomou-se, então, a decisão de abdicar da grama natural e partir logo para a grama sintética dos campos de futebol americanos. O horror! Vem a CBF agora e diz que se o Atlético quiser disputar o Brasileirão na Arena vai ter que devolver ao estádio a grama artificial. O cartola reluta e esperneia, ainda que nas melhores casas do ramo estejam à disposição gramas que transformam os campos naquele tapete verde narrado pelos velhos locutores. É mais uma briga que o Atlético vai ter que lutar. A única arena multiuso com teto retrátil do país, perfeita para shows e grandes eventos religiosos, acaba de não ver o Atletiba e corre o risco de não ver também o Brasileirão. Será que o futebol é apenas um detalhe?
