terça-feira, 24 fevereiro, 2026
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A encrenca de Mandirituba

Há muitas maneiras de ler e absorver uma notícia, independente da qualidade das fontes que a alimentam e dos veículos que a divulgam. Tal como acontece com o rumoroso – e autêntico, tudo indica – caso de roubalheira do dinheiro público em Mandirituba, envolvendo a Prefeitura, médicos, clínicas “localizadas em endereços inexistentes’, hospitais, e uma OSCIP denominada Instituto Confiance.

O presidente do TCE, Rogério Bonilha, tem escancarado o escândalo.

A ENCRENCA DE MANDIRITUBA (2)

Por trás da denúncia – necessária e oportuna – está também escondida uma surda guerra dentro do próprio Tribunal de Contas do Estado, cujo presidente fez a denúncia do desvio de pelo menos R$ 4 milhões dos cofres municipais de Mandirituba para beneficiar dito instituto.

Outras prefeituras, pelos mesmos “pecados” estariam no olho do mesmo furacão.

A ENCRENCA (3)

A guerra intramuros é antiga: envolve a esposa de um dos conselheiros do TCE e ex-presidente do tribunal, que seria a verdadeira dona do Confiance, embora a mãe dela apareça como titular da instituição supostamente prestadora de serviços à Prefeitura, especialmente de serviços médicos. O conselheiro Nestor Baptista é um dos que, com frequência têm denunciado a ação da Confiance, alastrada em dezenas de prefeituras paranaenses.

No fundo, haveria muito mais do que venda de “proteção” velada às prefeituras, através do artifício familiar. Voltam, isso sim, a repercutir (mesmo que em poucos decibéis) os entreveros dentro do TCE.

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