segunda-feira, 23 fevereiro, 2026
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A encíclica está mexendo com a linha dos padres-cantores

Papa Francisco, padre Reginaldo Manzotti e Elson Faxina.
Papa Francisco, padre Reginaldo Manzotti e Elson Faxina.

“Laudato Si”, a expressão de São Francisco de Assis no seu ‘cânticos das criaturas’, nomina a encíclica que o Papa Francisco divulgou na quinta, apresentando um grito de socorro em defesa de nossa casa comum, a Terra e seu meio ambiente.

O texto trata da ecologia humana e o clima está no centro de suas preocupações. São apontados o desafio de preservação e aspectos de proteção à criação, além de questões como a fome no mundo, a globalização, a pobreza e a escassez.

2 – RESULTADOS

O que posso garantir é que a encíclica já está gerando resultados concretos em meios eclesiásticos de grande repercussão popular, mas com pouca sintonia, até agora, com o pensamento do Papa, até porque essa é realidade muito nova.

O exemplo pode ser observado com a linha de ação de um dos padres cantores que está entre os ‘pop stars’ do pais, padre Reginaldo Manzotti, pároco de Nossa Senhora de Guadalupe, de Curitiba, e presidente da Fundação Evangelizar.

Reginaldo Manzotti já vinha recebendo orientações de um competente comunicador, doutor em Comunicação pela PUCSP, Élson Faxina, numa consultoria que visa colocar o sacerdote e sua mensagem de acordo com a ênfase que o pontífice dá ao novo momento da Igreja: uma “ecclesia” mais preocupada com os pobres. O que não significa – claro – abandonar os mais abonados.

3- SERTANEJO

Dois outros padres cantores de enorme repercussão nacional, Fábio Mello e Alessandro Campos (o “padre sertanejo”, da TV Aparecida) teriam formado uma aliança: Alessandro, de ampla e irrestrita penetração nas camadas mais pobres e simples, já estaria orientando padre Fábio. Este é conhecido por uma fala “meio intelectualizada, hemética, embora muito espiritual”, analisa um professor do Studium Theologicum, saudando a decisão de buscar auxílio, “especialmente a de Manzotti”.

Padre Reginaldo Rossi, e padre Zezinho, os pioneiros, estariam “acima da necessidade de correção de rumos”, assegura à coluna fonte da CNBB/Brasília.

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